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Prefeitos pedem revis�o urgente do FPM

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Um dia depois de anunciar que as prefeituras alagoanas suspenderão os serviços públicos por 24 horas, em protesto contra a sequência de quedas nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB), aproveitou a visita presidencial a Salvador (BA) e se uniu aos prefeitos baianos que cobraram ontem do presidente Lula uma revisão urgente dos valores dos repasses. Luciano Barbosa ficou satisfeito ao ouvir de Lula o reconhecimento de que os prefeitos estariam ?comendo o pão que o diabo amassou? com a queda dos repasses. E avaliou como um ?grande avanço? que as prefeituras alagoanas não sejam penalizadas com a continuidade da redução do FPM, que já acumula queda de 11%, com relação ao primeiro trimestre de 2008. ### Almeida determina corte de gastos A crise mundial também voltou à pauta da Prefeitura de Maceió, na manhã de ontem, durante reunião do prefeito Cícero Almeida (PP) com seu secretariado. No encontro, foi anunciada a decisão do prefeito de reduzir pela metade o custeio da maioria das secretarias, poupando apenas as pastas da Saúde, Educação e Assistência social. Os secretários deixarão de ter automóveis e combustíveis pagos pela prefeitura para contribuir com ?a cota de sacrifício? determinada por Almeida. O prefeito afirmou que a redução de despesas faz parte do esforço do município para manter o pagamento dos salários dos servidores e impedir a suspensão dos investimentos já programados pelo município. Ele afirma que a medida é também uma alternativa contra a extinção de secretarias. ### Municípios ameaçam fechar hospitais | SUMAIA VILLELA - Estagiária Uma comissão formada pelos prefeitos dos municípios de Cajueiro, Paulo Jacinto, Campo Alegre e Capela, se reuniu, ontem, com o secretário estadual de Saúde, Herbert Motta, para debater a situação das unidades hospitalares da região da Zona da Mata. Apesar da ajuda emergencial de R$ 14,5 milhões ? provenientes do projeto Avança Saúde ? e a disponibilização de ambulâncias do Samu, os gestores não descartam demissões. A situação tende a se agravar, segundo os prefeitos, com a queda no repasse de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo os prefeitos, as iniciativas do governo não devem ser suficientes para garantir o funcionamento dos hospitais. Na ocasião, o secretário de Saúde reconheceu as dificuldades, mas disse que o Estado não deixará os municípios na mão, embora esteja sem soluções a curtíssimo prazo. ?Estamos em situação de guerra, o que exige medidas antipáticas?. * Sob supervisão da editoria de Política. ///

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