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Pris�o abre pol�mica com o Judici�rio

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Não haveria novidade alguma na quinta prisão do deputado estadual afastado Cícero Ferro (PMN), não fossem alguns detalhes na decisão que o libertou, tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello. A consideração do representante da Corte Suprema de que os juízes da 17ª Vara Criminal da Capital teriam desrespeitado decisão anterior do presidente do STF, Gilmar Mendes, veio anexada com uma cobrança por informações feita por Celso de Mello aos componentes da Vara criada para atuar em processos contra organizações criminosas. E mexeu ainda mais com os brios de Ferro e de seu advogado, Welton Roberto, que insuflaram os pulmões, acusando os juízes da referida vara criminal de terem agido ilegal e irresponsavelmente. ### Almagis defende juízes e nega irregularidades O juiz Maurílio Ferraz, presidente da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), reagiu às acusações de ilegalidades praticadas pelos membros da 17ª Vara Criminal da Capital, dizendo que não deixará impunes o que chamou de ?fantasiosas e desrespeitosas acusações? contra os magistrados, proferidas pelo deputado estadual Cícero Ferro (PMN). ?O que condeno com veemência é o desrespeito à instituição do Poder Judiciário. O deputado nos acusa de sermos irresponsáveis. Mas, a magistratura nunca se comporta irresponsavelmente, porque os juízes têm a obrigação de fundamentar suas decisões. E o Judiciário, um magistrado, só age depois que é provocado. E neste caso do deputado, a provocação veio bem fundamentada, pelo Ministério Público do Estado. Essa história de perseguição, de juiz engajado, é fantasia. A magistratura não é perseguidora. Mas o que há, através da 17ª Vara, são as respostas rápidas a fatos sucessivos que têm acontecido?, disse o presidente da Almagis. ### ?Eles deviam aplaudir a 17ª Vara? A presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargadora Elisabeth Carvalho, partiu para o ataque contra o deputado estadual afastado Cícero Ferro (PMN), em relação à questionada inconstitucionalidade da 17ª Vara Criminal da Capital. E, depois de explicar os mecanismos legais que preservariam a constitucionalidade do órgão, sugeriu que Ferro, antes de tentar discutir Direito Constitucional com a magistratura, estudasse os Dez Mandamentos de Deus. ///

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