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Ministro diz n�o ser ‘expert’ na Taturana

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Em sua primeira visita oficial a Alagoas, depois de assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2008, o ministro Gilmar Mendes frustrou a curiosidade da imprensa sobre as informações que teria a respeito da Operação Taturana. Apesar de já ter decidido favoravelmente à derrubada de uma das liminares que afastaram os deputados indiciados pela Polícia Federal (PF) no inquérito que apura o desvio de R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), a maior autoridade nacional do Poder Judiciário disse ontem ? e demonstrou ? estar desinformado sobre a principal questão jurídica e política do Estado dos últimos anos. ?Eu não conheço essa história, a não ser na questão posta no Supremo Tribunal Federal, a propósito da suspensão de liminar. Eu não tenho detalhes sobre o assunto. Não sou o juiz criminal deste processo. Nem sei se houve já a denúncia ou a propositura da ação criminal?, revelou o presidente do STF, que ainda poderá decidir em breve sobre o pedido de suspensão de uma segunda liminar que afastou os deputados indiciados pela PF. ### Denúncia depende do próprio STF A afirmação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, de que o chefe do Ministério Público (MP), Eduardo Tavares, teria ficado envergonhado por não ter denunciado ninguém criminalmente ao STF teve efeito contrário, colocando o próprio ministro em uma ?saia justa?, ao ter de admitir que não houve denúncia, porque o inquérito ainda não foi liberado pelo próprio Tribunal que ele comanda. Os chefes do STF e do MP sentaram lado a lado, no almoço oferecido pelo governador Téo Vilela (PSDB), no Palácio Floriano Peixoto, ocasião em que Tavares explicou que seu constrangimento estaria ?redobrado?, porque agora a responsabilidade estava nas mãos do próprio ministro. ### Presidente do STF critica ?mazela social? O Poder Judiciário de Alagoas festejou a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, na manhã de ontem, abrindo oficialmente o projeto Justiça Célere e Humanitária, com um mutirão realizado no Presídio Feminino Santa Luzia. Na ocasião, duas detentas que continuavam presas, mesmo já tendo excedido o prazo de suas condenações, receberam seus alvarás de soltura das mãos do ministro e da presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargadora Elisabeth Carvalho. Em seu discurso, Gilmar Mendes criticou a sociedade, que não estaria assumindo sua parcela de responsabilidade pela situação do sistema prisional do Brasil. E depois de convidar todas as esferas dos poderes públicos constituídos, garantiu que vai combater a perpetuação do ?quadro preocupante? da Justiça Criminal e da execução penal no País. ///

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