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AL ainda longe do sonhado progresso

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1817. Alagoas se torna independente de Pernambuco e começa a ?caminhar com as próprias pernas?. Terra de fartura no campo, belezas naturais invejáveis, gente de cultura rica. Tinha tudo para progredir, mas não foi isso o que aconteceu. Com 191 anos, hoje, o Estado é um dos mais subdesenvolvidos do Brasil. Ao longo de toda sua história, acumulou riqueza para poucos e pobreza para a maioria de seu povo. E os percalços de sua trajetória são estampados em números que já nem são mais novidade. Na última terça-feira, 7, a Gazeta apresentou mais um indicador social divulgado no País. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) avaliou o desempenho socioeconômico das 27 unidades da Federação, entre os anos 2001 e 2007. Não deu outra. Como sempre, ao longo de décadas, Alagoas se arrasta ainda distante do sonhado progresso. Inédito no Brasil, feito por 4 estudiosos brasileiros, o novo Indicador de Desenvolvimento Socioeconômico (IDSE) mostrou Alagoas em 25° lugar ? entre os três piores. ### ?É preciso investir no ser humano? O IDSE é fruto de cerca de quatro meses de estudos. Foi elaborado pela FGV Projetos, unidade extensiva da Fundação Getúlio Vargas, coordenada pelo goiano Fernando Blumenschein, Ph.D. e mestre em Economia Monetária, Desenvolvimento Econômico e Finanças pela Universidade de Cornell, Nova York, nos Estados Unidos, país de onde, na última terça-feira, por telefone, ele fez questão de atender à Gazeta. Fernando explicou que a pesquisa é um bem público, não foi encomendada por nenhum órgão de governo e deve subsidiar a elaboração de políticas públicas no Brasil, a partir das carências regionais. E ela também deve, na sua avaliação, ser ferramenta de cobrança da população. ?Sem a cobrança social, é muito difícil haver mudança no País?. ### Governo destaca medidas para reverter indicadores Para tornar ainda mais dramática a situação de Alagoas ? historicamente entre os piores Estados do Brasil, quando é analisado o potencial de desenvolvimento econômico e social de cada unidade da Federação ?, ?a terra dos Marechais? ainda é o Estado mais endividado do País. Hoje, sua dívida pública, soma R$ 7 bilhões. Por mês, são pagos, religiosamente, sob pena de ter suspensos recursos do governo federal, R$ 35 milhões à União. Os gestores que ?herdaram o abacaxi? e em 2007, há dois anos e três meses, assumiram o poder público de Alagoas, sabem que a elevação do Indicador de Desenvolvimento Socioeconômico referente ao Estado só poderá refletir mudanças a médio prazo, no mínimo. ?Esses indicadores não sobem rapidamente. É preciso mexer na estrutura social do Estado, qualificando a Educação, a Saúde, a Segurança. É o que o governo está fazendo. Estamos plantando agora para colher daqui a cinco, seis anos?, disse a secretária estadual de Assistência Social, Solange Jurema. ///

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