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Eleições

Situação se articula para contar com 2 nomes na disputa ao Senado Federal

MDB prioriza reeleição de Renan Calheiros e trabalha nos bastidores para fechar chapa completa

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Renan Calheiros é o nome preferencial para encabeçar a disputa


À mesa, presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL). 

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Renan Calheiros é o nome preferencial para encabeçar a disputa À mesa, presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado | Foto: Andressa Anholete
Lessa é um dos cogitados pelos governistas para a segunda vaga
Lessa é um dos cogitados pelos governistas para a segunda vaga | Foto: Errol Flinn

O grupo político liderado pelo MDB em Alagoas já se movimenta nos bastidores com o objetivo de ocupar as duas vagas ao Senado nas eleições de 2026.

A articulação envolve o Governador Paulo Dantas, o senador Renan Calheiros, o Ministro dos Transportes, Renan Filho, e o Presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Victor, e tem como prioridade a reeleição de Renan Calheiros.

Além de assegurar a permanência do senador no Congresso Nacional, o grupo trabalha para montar uma chapa majoritária completa, com candidato ao governo e dois nomes competitivos ao Senado.

Nesse desenho, Renan Filho desponta como o nome preferencial para encabeçar a disputa ao Palácio República dos Palmares, abrindo espaço para a construção da chamada “dobradinha” ao Senado.

Internamente, a avaliação é que o grupo governista precisa apresentar dois nomes fortes para enfrentar um cenário de oposição que começa a se consolidar. O deputado federal Arthur Lira (PP) já se coloca como pré-candidato ao Senado, enquanto Alfredo Gaspar (União Brasil) também demonstra interesse na disputa. Soma-se a esse tabuleiro o nome de Marina Candia, primeira-dama de Maceió, que passou a ser citada como possível postulante a uma das vagas.

Entre os nomes cogitados pelo grupo governista para a segunda vaga ao Senado está o do vice-governador Ronaldo Lessa (PDT). Em entrevista concedida no ano passado à Gazeta, Lessa afirmou que tem interesse em disputar o Senado, destacando que esse é o único cargo eletivo que ainda não ocupou ao longo de sua trajetória política.

Na ocasião, ele deixou claro que qualquer decisão passa diretamente pela posição do Governador Paulo Dantas. Segundo Lessa, caso Dantas deixe o cargo para disputar outro posto, ele permaneceria no governo até o fim do mandato, cumprindo os nove meses restantes, o que o impediria de concorrer a outro cargo, salvo a reeleição, como prevê a legislação. Por outro lado, se o Governador permanecer no cargo até o final, Lessa disse que ficaria livre para disputar qualquer mandato, inclusive o Senado.

“O Senado é realmente uma coisa que me atrai. É a única função que eu não exerci. O Brasil precisa de um Senado com qualidade, ainda mais diante do avanço da extrema direita. Se eu chegar lá, acho que tenho muito a contribuir com o País e com Alagoas”, afirmou Lessa na entrevista.

O vice-governador também ressaltou seu alinhamento com o grupo político liderado pelo MDB e não descartou a possibilidade de compor a chapa ao lado de Renan Calheiros. “O grupo já tem um nome para a primeira vaga, que é o do senador Renan. Para a segunda vaga, poderia ser Renan e Ronaldo, sem dúvida nenhuma. Eu não me negaria a dar essa contribuição”, declarou.

Nos bastidores, a leitura do grupo governista é de que a eleição para o Senado em 2026 será uma das mais disputadas dos últimos anos em Alagoas. A presença de nomes fortes da oposição pressiona o MDB e seus aliados a anteciparem articulações e evitarem divisões internas.

A estratégia, segundo aliados, é fechar um acordo que garanta unidade do grupo, maximize o tempo de exposição e fortaleça o discurso de enfrentamento à extrema direita no Estado. Embora Ronaldo Lessa seja hoje o nome mais citado, outras alternativas internas não estão descartadas e devem ser avaliadas conforme o cenário eleitoral evolua e as definições sobre o governo sejam consolidadas.

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