loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 24/07/2026 | Ano | Nº 6274
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Legislativo

Câmara de Maceió analisa hoje contas do ex-prefeito Rui Palmeira

Comissão da Casa deu parecer contrário; sessão extraordinária também inclui votação do Orçamento

Ouvir
Compartilhar
Contas do ex-prefeito Rui Palmeira receberam parecer contrário da Comissão de Orçamento da Câmara
Contas do ex-prefeito Rui Palmeira receberam parecer contrário da Comissão de Orçamento da Câmara | Foto: Dicom CMM

A Câmara Municipal de Maceió convocou para esta quinta-feira (29), a partir das 15h, uma sessão extraordinária para analisar as contas do governo municipal referentes ao exercício financeiro de 2019, período da gestão do então prefeito e atual vereador Rui Palmeira (PSD).

A apreciação ocorre com parecer da Comissão de Orçamento, Finanças e Fiscalização Orçamentária pela desaprovação, documento que será submetido à deliberação do plenário da Casa.

Pela convocação da sessão, estão previstas na ordem do dia dois itens centrais: o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 e a análise das contas do governo municipal de 2019.

A inclusão do orçamento na pauta chama atenção pelo atraso. Pelo rito regimental da Câmara de Maceió, o orçamento deveria ter sido apreciado e votado até o dia 22 de dezembro do ano passado.

Shorts Youtube
Play
ASA: Alvinegro segue em preparação no Estádio Municipal, para jogo decisivo

ASA: Alvinegro segue em preparação no Estádio Municipal, para jogo decisivo

Play
CRB vence a segunda consecutiva: Galo vence o Ceará fora de casa

CRB vence a segunda consecutiva: Galo vence o Ceará fora de casa

Play
Aliados colocam Rute Nezinho como opção para vice de Renan Filho ao governo

Aliados colocam Rute Nezinho como opção para vice de Renan Filho ao governo

Play
Justiça de Alagoas barra decreto da Câmara que rejeitou contas de Rui Palmeira

Justiça de Alagoas barra decreto da Câmara que rejeitou contas de Rui Palmeira

Play
Com tentativas frustradas de unir a oposição, deputado do PL admite plano B ao governo

Com tentativas frustradas de unir a oposição, deputado do PL admite plano B ao governo

Nos bastidores do Legislativo, admite-se que a demora para a análise do orçamento estaria relacionada à tramitação das contas do ex-prefeito.

Rui Palmeira é o principal opositor do prefeito JHC (PL) na Câmara. Desde o início da legislatura, Rui tem adotado uma postura crítica à gestão municipal, levantando questionamentos sobre contratos, cobrando providências administrativas e denunciando supostas irregularidades.

Entre os temas mais sensíveis está o investimento de mais de R$ 100 milhões do Instituto de Previdência de Maceió (Iprev) no Banco Master, instituição que é alvo de investigação da Polícia Federal.

O parecer da Comissão de Orçamento, que recomenda a rejeição das contas, provocou reação imediata do ex-prefeito. Em nota oficial, Rui classificou o relatório como “extremamente contraditório” e afirmou que o próprio processo utilizado para embasar a desaprovação comprova o cumprimento das exigências legais, especialmente no que diz respeito ao investimento mínimo em educação.

De acordo com Rui, a documentação aponta a aplicação de 25,07% da receita em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino, percentual superior ao mínimo constitucional de 25%. “Insistir nesse argumento configura uma falha grave da comissão e reforça a percepção de que a motivação não é administrativa, mas claramente política”, afirmou o vereador.

Rui também fez críticas duras ao que classificou como interferência do Executivo no Legislativo. Segundo ele, em mais de dois séculos de história, o Parlamento municipal nunca teria sofrido pressão tão explícita de um prefeito para atuar em um processo de natureza técnica. “Trata-se de uma tentativa evidente da gestão João Henrique Caldas de impor à Casa Legislativa um papel que fere suas diretrizes institucionais e compromete sua independência”, declarou.

Na avaliação do ex-prefeito, a indicação pela reprovação das contas representa uma tentativa de transformar o julgamento em instrumento de retaliação política. “Colocar essas contas em votação com indicação de reprovação não passa de picuinha política. Sempre atuei dentro da legalidade e não respondo a qualquer processo”, concluiu.

Relacionadas