Política
Sindicatos cobram garantia de emprego
A forte chuva que caiu ontem na capital não desanimou dezenas de sindicalistas e centenas de trabalhadores rurais sem terra que celebraram o Dia do Trabalhador com atividades culturais, esportivas e a exposição de suas reivindicações em um corredor de estandes na orla marítima de Maceió. A ideia de que o momento atual de crise econômica mundial não deve significar demissões no setor privado nem arrocho salarial no serviço público foi o foco do discurso dos líderes sindicais e dos dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT). ?O discurso hoje é pela garantia do emprego, pelo enfrentamento da crise com otimismo e pela reforma agrária. A crise existe e pode ser superada de cabeça erguida e os gestores públicos não devem encará-la com pessimismo, para que ela não pareça maior do que realmente é?, disse Izac Jacson, presidente da CUT/AL. ### Em defesa do diálogo com a sociedade O presidente da CUT/AL, Izac Jacson, destacou ainda que as bandeiras de luta da entidade, como a redução da jornada de trabalho, sem redução do salário ? que segundo ele vai gerar mais de R$ 1 milhão de novos empregos ? também foram discutidas junto à sociedade. ?Hoje, todas as entidades de classe estão defendendo suas bandeiras históricas e dialogando com a sociedade sobre os problemas de suas categorias?, resumiu Izac. Outra categoria que se fez presente em um dos estandes foi a dos servidores do Tribunal de Contas de Alagoas (TC/AL), que estão mobilizados pela implantação do Plano de Cargos e Carreiras (PCC) e mais 45% de reposição salarial. O TC alega que a entidade estaria ilegal por não ser cadastrada do Ministério do Trabalho e que, por isso, não tem legitimidade para negociar em nome da categoria. ///