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Pris�o de vereador deve levar Gecoc a “peixes gra�dos”

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A confiança de gestores públicos na impunidade causada pela ineficácia da fiscalização das contas das prefeituras do interior de Alagoas, por parte das instituições que deveriam cumprir com este papel, fez prosperar um ?empreendimento? que arrancou lucros milionários, durante mais de 12 anos, em plena aridez do Agreste e Sertão do Estado. Nesse ?negócio?, a sangria de cerca de R$ 10 milhões dos cofres públicos de 18 municípios foi feita por meio de ?notas frias? que simulavam a realizações de obras, expedidas por empresas cujo proprietário é o vereador do município de Carneiros, Paulo Sérgio Vieira (DEM). No momento da prisão, no alvorecer do dia 24 de abril, o vereador conhecido como Tarzan garantiu a ?idoneidade? de suas duas empresas, a Empreiteira Vieira Ltda e a Empreiteira Santos Ltda. ### ?Tarzan? deixa Alagoas após contar tudo Depois de entregar todo o esquema de venda de notas frias e todos os prefeitos e ex-prefeitos que foram seus ?clientes?, o vereador do município de Carneiros, Paulo Sérgio Vieira (DEM), o ?Tarzan?, voltou para casa ao ser libertado na quarta-feira (29), protelou sua decisão de aderir ao Programa de Proteção a Testemunhas, mas desde a última sexta-feira (1), já se encontra longe do Estado de Alagoas ? e da possibilidade de ser vítima de uma queima de arquivo. Segundo o promotor Luiz Tenório Oliveira, o clima nos municípios de Carneiros e Olho d?Água das Flores ficou tenso após a divulgação de que as notas fiscais apreendidas e os depoimentos de Paulo Sérgio teriam sacramentado a participação de um número grande de políticos que passaram pelas prefeituras relacionadas pelo Ministério Público (MP) como integrantes do esquema, durante as últimas quatro gestões, desde 1997. ///

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