Política
Para especialista, impunidade motiva corrup��o no Pa�s
Maceió debateu, durante três dias seguidos, os desafios do Direito Público. Reuniu, no amplo Teatro Gustavo Leite, o maior espaço do Centro de Convenções, juristas de renome nacional e cerca de 1.500 pessoas, na maioria, estudantes. Boa parte vinda de outros Estados. Vinte se fizeram presentes. Na última sexta-feira, feriado do Dia do Trabalhador e penúltimo dia do evento, dois temas caíram ?como uma luva? na atual situação política de Alagoas: impunidade parlamentar e reforma política em busca da moralidade eleitoral. O advogado alagoano Adelmo Mota presidiu o debate, que contou com a presença do deputado estadual Judson Cabral (PT). O primeiro palestrante da tarde foi Eduardo Pugliesi, pernambucano criado por um filho de Palmeira dos Índios, o ex-prefeito de Recife, Gilberto Marques Paulo. ### Mudança em lei eleitoral é defendida O advogado pernambucano Eduardo Pugliesi terminou sua apresentação, na tarde da última sexta-feira, 1º de maio, no 8º Congresso Nacional de Direito Público, em Maceió, citando um poeta de Palmeira dos Índios, Chico Nunes, da mesma cidade do mestre Graciliano Ramos, o homenageado desta edição do evento. Na sequência, tomou lugar na tribuna o advogado Eduardo Bottallo, que já exerceu a função de juiz no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE/AL). Com o tema ?Reforma Política: em busca da moralidade eleitoral?, a palestra dele complementou a primeira. Defensor do voto facultativo, ele disse que a obrigação do eleitor ir votar é um dos caminhos para a corrupção eleitoral no Brasil, onde, colegas seus do exterior, ? contou ele ?, ainda se surpreendem ao saber que o voto dos brasileiros não é um direito, mas uma obrigação. ///