Política
Fantasmas voltam a ocupar cargos
Durou apenas pouco mais de um mês. Os 60 servidores ?fantasmas? flagrados pela auditoria realizada na folha salarial da Assembleia Legislativa no ano passado, que foram afastados pela Mesa Diretora, começam a voltar aos cargos. Quase toda semana o Diário Oficial do Estado traz decisão administrativa nesse sentido e os funcionários, muitos dos quais nunca haviam dado um dia sequer de expediente, voltam a ?engordar? a folha do Legislativo estadual. A saída deles representou uma economia de R$ 210 mil na folha da ALE, que é de R$ 8,92 milhões. Mas, segundo fonte consultada pela Gazeta, ?decisões administrativas estão obrigando o retorno dos funcionários?. Segundo autoridade na Casa, ?esse é um processo normal e envolve os que foram afastados por não terem apresentado, por exemplo, documentação exigida durante o recadastramento que foi realizado como parte da auditoria. Quando foram afastados, eles providenciaram a documentação exigida e não havia mais impedimento para que continuassem fora da Casa?, diz. ### Irregulares permanecem em segredo O anúncio do corte nos salários dos servidores irregulares foi feito no dia 25 de março, a mesma data em que o procurador-geral da Casa, Marcelo Teixeira, tomou posse em substituição a Marcos Guerra e três dias após a Gazeta revelar os resultados da auditoria na folha. Veio do presidente do Legislativo, deputado Fernando Toledo (PSDB), a informação de que a Mesa deixaria de pagar, a partir daquela data, aos ?fantasmas?, que durante anos receberam os recursos públicos sem terem sido aprovados em concurso e alguns sem trabalhar. Os nomes nunca foram revelados, nem serão. ?Envolvem a nata da sociedade alagoana?, disse uma fonte, ao justificar que o processo corre em segredo até que o relatório final seja analisado pela Justiça e os envolvidos tenham o devido processo legal de defesa?. ///