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Filho de Paul�o lidera Central de Favelas

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Apesar da denominação Central Única de Favelas (Cufa) ser conhecida no cenário nacional há cerca de 10 anos ? após ter sido originada na comunidade carioca da Cidade de Deus ? ela ainda dá os primeiros passos em Alagoas. Com os trabalhos iniciados em novembro de 2008, a Organização Não-Governamental (ONG) desenvolve, em Maceió, projetos sociais com a prática de modalidades esportivas e culturais ? até o momento, com cerca de 100 jovens de comunidades carentes da capital com idade de oito a 24 anos. São realizadas aulas de dança de salão, basquete e balé no Vale do Reginaldo, além de teatro no Conjunto Benedito Bentes. A ONG, que tem como público-alvo os jovens residentes nas favelas, conta com uma diretoria formada por universitários, além de funcionários públicos, esportistas e artistas. Mas, segundo o coordenador-geral da Central em Alagoas, Paulo Santos ? um jovem corretor de imóveis universitário do curso de Direito ?, todos têm ligações com as comunidades carentes. ?Meu avô viveu na Grota do Arroz. Tenho parentes e amigos que também moram em áreas carentes. Todos da diretoria têm algum tipo de ligação com as favelas, ou moram nelas?, disse o coordenador que reside no bairro de Cruz das Almas. ### Líderes comunitários desconhecem ações de ONG Apesar do trabalho desenvolvido em todo o País, a Central Única de Favelas (Cufa) parece não ter o mesmo destaque no cenário alagoano. Lideranças dos principais núcleos urbanos e favelas de Maceió desconhecem as ações e os objetivos da Central no Estado. ?Só fiquei sabendo que a Cufa existe porque uma senhora da comunidade me falou no começo dessa semana. Até agora, não fui procurado por ninguém para discutir projetos para a comunidade. Não sei quais são seus objetivos e como ela funciona?, declarou José Cícero Balbino, um dos representantes nas comunidades do Dique Estrada, formado por quatro favelas (Torre, Muvuca, Mundaú e Sururu de Capote) e com um contingente populacional de duas mil famílias. ### ?São pessoas de fora; esse é o nosso principal receio? O presidente da Associação do Vale do Reginaldo e prefeito comunitário da 5ª Região Administrativa ? formada pelos bairros do Feitosa, Jacintinho, Ouro Preto, Novo Mundo, Barro Duro e São Jorge ?, Antonio de Lima, o ?Fuscão?, ao contrário dos demais líderes comunitários ouvidos pela reportagem da Gazeta, declarou que foi procurado por representantes da Cufa. ?Há cerca de quatro meses eles nos procuraram para falar do trabalho desenvolvido pela entidade. Depois, chegaram aqui e colocaram uma faixa. No Dia das Mães fizeram um bingo. Pelo que sei, ainda não há nenhuma base fixa deles aqui no Reginaldo?, acrescentou o líder comunitário. ### Deputado nega ligação política com entidade O deputado Paulo Fernando dos Santos (PT), o Paulão, único político que teria sido visto em uma das ações da Central Única de Favelas (Cufa) de Alagoas, durante a realização de um bingo no Vale do Reginaldo, que foi realizado no começo do mês com o objetivo de arrecadar fundos para a base da ONG existente na comunidade, declarou que não há qualquer ligação entre a Central e o Partido dos Trabalhadores. ?Não existe qualquer ligação entre a Cufa e o PT?, enfatizou o deputado estadual. De acordo com o parlamentar, a Central é uma entidade de âmbito nacional que foi criada em uma comunidade no Estado do Rio de Janeiro e que vem se expandindo por vários Estados do País. ///

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