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Aprova��o de PCCS � motivo de festa

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A cena em nada fazia lembrar os momentos de protesto pela moralização do Legislativo e os embates que vêm sendo travados desde que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que muda os critérios de escolha para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado foi lida na Assembleia Legislativa. Ontem, o parlamento alagoano virou palco de festa e comemoração pela aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores da Casa. De ?vilão?, por defender com unhas e dentes a PEC que poderá torná-lo conselheiro do TC, o presidente da ALE, deputado Fernando Toledo (PSDB), virou herói. Depois de quase 20 anos transformou em realidade o sonho dos funcionários do poder. Toledo foi carregado nos braços pelos servidores que o aguardavam na porta do plenário, logo após as três sessões ? uma ordinária e duas extraordinárias ? que aprovaram o plano de cargos. ### Euforia deixa PEC em segundo plano Era como se um rolo compressor estivesse passando na Assembleia Legislativa. Vários projetos e pareceres lidos seguidamente, enquanto a expectativa dos servidores se voltava para a aprovação do PCCS. No ?pacote? estava o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) favorável à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pode elevar o presidente do Legislativo, deputado Fernando Toledo, à condição de conselheiro do Tribunal de Contas. Atenta, a oposição não deixou escapar quando o número do parecer foi lido rapidamente pelo deputado Fernando Toledo. Estava tudo pronto para que o parecer fosse aprovado ontem e a PEC fosse à primeira votação na terça-feira, 9. Não vai. ### Deputados entram com representação Deputados afastados pela Operação Taturana ingressaram, ontem, no Ministério Público Estadual, com representação contra magistrados alagoanos. Os parlamentares, apontados no desvio de R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa, pedem ao MP providências contra possíveis atos de improbidade administrativa que teriam sido cometidos por juízes e desembargadores, acusados de receber ilegalmente R$ 110 milhões. No doumento, subscrito por Cícero Ferro, Arthur Lira, Isnaldo Bulhões Júnior, João Beltrão, Nelito Gomes de Barros e Marcos Ferreira, todos do PMN, além de Dudu Albuquerque (sem partido), os deputados pedem que sejam aplicadas as seguintes penalidades aos magistrados: ressarcimento integral do dano; perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa civil. O mesmo documento foi encaminhado à Procuradoria Geral da República, em Brasília. Antonio Albuquerque (sem partido), também afastado, não assinou o texto de dez páginas. ///

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