loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 05/02/2026 | Ano | Nº 6155
Maceió, AL
26° Tempo
Home > Política

Legislativo

Programa ‘Gás do Povo’ gera debate na sessão da Câmara Municipal de Maceió

Vereadores Charles Hebert e Leonardo Dias divergiram sobre a iniciativa do governo federal

Ouvir
Compartilhar
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Whatsapp

Maceió convive com uma contradição social profunda: mais de 67 mil famílias em situação de vulnerabilidade ainda recorrem a fogões à lenha ou a álcool para cozinhar. Esse quadro começa a mudar com a chegada do programa federal Gás do Povo, citado no primeiro discurso do vereador Charles Hebert (PCdoB), um dia após assumir a vaga deixada por Sílvio Camelo Filho (PV), licenciado para tratamento de saúde. O anúncio, no entanto, rapidamente extrapolou o campo social e acirrou o debate político na Câmara Municipal.

A estreia do parlamentar foi marcada por confronto direto com vereadores do bloco bolsonarista, especialmente Leonardo Dias (PL). Em plenário, ele ironizou o programa ao afirmar que a iniciativa apenas substitui o antigo Auxílio Gás, agora com custo adicional para os beneficiários.

Segundo Dias, as famílias precisam pagar uma taxa de até R$ 20 às distribuidoras credenciadas para receber o botijão, o que, em sua avaliação, descaracteriza o benefício como política de acesso universal.

Hebert reagiu destacando o alcance social do programa e afirmando que Maceió está entre as primeiras capitais do Nordeste a implementá-lo. Em tom provocativo, afirmou que a iniciativa evita situações extremas enfrentadas pela população mais pobre, como “fila até para comprar ossinho”.

Para o vereador, a crítica ignora a realidade de milhares de famílias que, pela primeira vez, terão acesso garantido ao gás de cozinha, item essencial à dignidade alimentar.

Além do tema social, Charles Hebert ampliou a pauta ao defender a inclusão de Maceió entre os municípios aptos a receber recursos federais oriundos das BETs para o esporte. Ele cobrou da prefeitura a regularização de instrumentos como o Conselho Municipal de Esporte, um plano municipal ativo e a criação de um fundo específico, argumentando que os recursos podem fortalecer modalidades esportivas nos bairros.

Relacionadas