Eleições
Em inauguração, aliado trata JHC como candidato ao governo do Estado
Declaração do vereador Siderlane Mendonça foi feita diante do próprio prefeito e do vice Rodrigo Cunha no Benedito Bentes

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A renúncia do prefeito de Maceió, JHC (PL), para disputar o governo do Estado, comunicada em reunião, segundo informaram aliados, ganhou novo capítulo público na noite dessa terça-feira (10), durante a inauguração da etapa final do Parque Linear do Benedito Bentes. Diante do próprio prefeito e do vice-prefeito Rodrigo Cunha (Podemos), o vereador Siderlane Mendonça (PL) afirmou que Cunha assumirá a Prefeitura e que JHC seguirá para a disputa ao governo.
“Em abril, você vai se tornar prefeito e, quando for em outubro, JHC será eleito governador e, no dia primeiro de janeiro, nós teremos um governador humano, do povo”, disse, ao se dirigir ao vice-prefeito.
Não é a primeira vez que aliados dão como certa a saída de JHC do cargo para concorrer ao Palácio República dos Palmares, embora até agora o prefeito não tenha oficializado essa decisão.
Apesar da movimentação de aliados em eventos públicos e nas redes, JHC mantém silêncio absoluto sobre o próprio futuro eleitoral, o que alimenta especulações.
Reportagem do site nacional Metrópoles apontou que o prefeito não abriria mão de uma das vagas ao Senado nas chapas majoritárias, seja para ele próprio ou para a esposa, Marina Cândia.
Nos bastidores, as articulações indicam um cenário mais complexo. Embora filiado ao PL, JHC teria dialogado com o grupo dos Calheiros, que projeta Renan Calheiros à reeleição ao Senado e Renan Filho como candidato ao governo. Para viabilizar essa composição, o prefeito poderia mudar de partido. Aliados garantem que o prefeito ficará no partido bolsonarista.
Antes de qualquer mudança partidária, no entanto, JHC tem se movimentado para manter o controle do PL em Alagoas, evitando uma possível debandada da sigla. Alguns movimentos recentes são interpretados como sinais claros de que o prefeito está no jogo majoritário. O discurso com elogios ao Presidente Lula em agenda pública, conversas com a bancada federal e a reunião com o presidente nacional do PL reforçaram a percepção de que JHC busca manter pontes abertas em diferentes frentes.
Por outro lado, há um fator que pode alterar completamente o cenário: o suposto acordo para a nomeação da ministra Marluce Caldas, tia do prefeito, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Caso a indicação avance e se consolide, aliados admitem que o movimento poderia redesenhar o tabuleiro político e até retirar JHC da disputa, dependendo das circunstâncias.
