Política
Aux�lio-moradia � barrado na Assembleia
De nada adiantou o apelo feito pelo líder do governo na Assembleia e vice-presidente da Casa, deputado Alberto Sextafeira (PSB). O projeto de lei que institui auxílio-moradia no valor de R$ 1,5 mil mensais para secretários e servidores em cargo de comissão vindos de outros Estados para prestar serviços em Alagoas foi barrado, em primeira votação, ontem em plenário. Foram 11 votos contra e seis a favor. Na prática, os principais beneficiados seriam secretários que ?aterrissaram? em Alagoas convidados que foram pelo governador Teotonio Vilela (PSDB) para comandar um órgão público no Estado. O argumento para o auxílio é o salário de secretário, R$ 6,6 mil, que não seriam suficientes para ?bancar a estada dos secretários? em solo alagoano. ### Projetos serão discutidos previamente Nem bem a sessão começou e lá estava de novo o pedido da oposição de suspensão dos trabalhos para ?entendimento de lideranças?, o que parece ter virado praxe na Casa. O pedido foi feito pelo deputado Judson Cabral (PT) e atendido pelo presidente da Assembleia, Fernando Toledo (PSDB). Só deu tempo para ler a ata da sessão anterior e o expediente e lá estavam mais uma vez os deputados a portas fechadas. Eram 15h28 quando a sessão foi interrompida. Só voltou às 17h21, depois de muito bate-papo e conversas de ?pé-de-ouvido?, inclusive no plenário. A Gazeta apurou que por acordo de lideranças, os projetos que tenham consenso entre situação e oposição serão discutidos previamente para evitar pedido de vista, que impede o projeto de ir à votação por duas sessões seguidas. ///