Processos
Golpe do falso advogado se espalha em AL e preocupa Justiça
Prática criminosa tem como alvo, principalmente, pessoas em situação de vulnerabilidade
Magistrados e advogados têm registrado, nas últimas semanas, um aumento significativo de casos do chamado “golpe do falso advogado” envolvendo processos que tramitam nos Juizados Especiais Federais (JEFs) da Justiça Federal em Alagoas (JFAL). A prática criminosa tem como alvo, principalmente, pessoas em situação de vulnerabilidade.
De acordo com a Justiça Federal, os golpistas se passam por advogados ou representantes legais das partes e entram em contato por meio de aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Durante a abordagem, informam falsamente que há valores liberados para saque, como requisições de pequeno valor (RPV), alvarás judiciais ou créditos decorrentes de processos.
Após a falsa comunicação, os criminosos solicitam transferências via Pix sob a justificativa de “custas”, “taxas” ou “liberação” dos valores. Em um dos casos relatados, um magistrado recebeu de um advogado um exemplo concreto do golpe: um documento falsificado com brasão, código de barras, identificação de alvará e valor a receber.
Embora o material apresentasse inconsistências, como referência a órgãos e varas inexistentes na Justiça Federal local, o documento tinha aparência profissional suficiente para enganar pessoas com menor familiaridade com trâmites processuais.
Mãe é presa após filha de 10 anos ser encontrada sozinha em Arapiraca
Dupla invade residência em Arapiraca; morador reage e consegue imobilizar um dos suspeitos
Pet desaparecido: envie uma foto do animal para a TV Gazeta
Operação Face Dupla: suspeitos de violência sexual contra crianças e adolescentes são presos
Acidente na Fernandes Lima deixa trânsito lento
Segundo a Justiça Federal, os criminosos utilizam linguagem formal e documentos montados para transmitir credibilidade, explorando principalmente vítimas que acreditam na promessa de valores a receber.
Diante da situação, a orientação é que servidores, advogados e jurisdicionados redobrem a atenção. Casos suspeitos devem ser comunicados às autoridades policiais por meio de registro de boletim de ocorrência.
A recomendação geral é desconfiar de qualquer pedido de transferência antecipada de dinheiro e confirmar, sempre por canais oficiais, a autenticidade de documentos ou informações sobre liberações de valores.