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Operação com alvo em AL investiga venda de dados de ministros do STF

Mandados de busca, apreensão e prisão também foram cumpridos pela PF em São Paulo e no Tocantins

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Imagem ilustrativa da imagem Operação com alvo em AL investiga venda de dados de ministros do STF
| Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Dataleaks, que tem como alvo uma organização criminosa suspeita de obter, adulterar e comercializar ilegalmente dados pessoais e sensíveis extraídos de bases governamentais e privadas. A operação foi realizada nos estados de Alagoas, São Paulo e Tocantins.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Parte dessas medidas ocorreu em território alagoano, onde equipes da PF atuaram para localizar suspeitos e coletar provas que possam ajudar a esclarecer a atuação do grupo.

Segundo a investigação, os integrantes da organização seriam responsáveis por acessar indevidamente sistemas e plataformas oficiais, obtendo informações sigilosas que posteriormente eram alteradas e comercializadas no mercado clandestino. Os dados também teriam sido disseminados ilegalmente.

As apurações tiveram início após a identificação de uma base de dados clandestina abastecida por acessos irregulares a sistemas governamentais. Esse banco de informações reunia, entre outros registros, dados pessoais de ministros do STF, o que levou o caso à supervisão direta da Corte.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.

A investigação também busca dimensionar a extensão do vazamento e identificar possíveis conexões com outros esquemas de obtenção e venda ilegal de informações sensíveis.

Em uma investigação paralela, a PF já havia cumprido mandados de busca e apreensão contra servidores públicos suspeitos de envolvimento em vazamentos de dados da Receita Federal. As diligências ocorreram a partir de pedido da Procuradoria-Geral da República e autorização do ministro Alexandre de Moraes. O objetivo é apurar se houve quebra ilegal de sigilo de ministros do Supremo e de familiares, sem autorização judicial.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e verificar a dimensão do esquema de vazamento e comercialização de dados.

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