Diplomacia
Brasil e Bolívia assinam acordo de combate ao crime organizado
Tratado firmado pelos presidentes Lula e Rodrigo Paz prevê ações conjuntas para prevenir, investir e reprimir facções
Os governos do Brasil e Bolívia assinaram um acordo para fortalecer as ações de combate ao crime organizado transnacional. O tratado foi firmado durante visita oficial do presidente boliviano, Rodrigo Paz, a Brasília. Ele se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na manhã de ontem no Palácio do Planalto.
O documento prevê ações conjuntas para prevenir, investigar e reprimir de forma efetiva o crime organizado transnacional.
Os países concordaram em coordenar esforços para combater práticas de tráfico de pessoas, contrabando de migrantes, roubo de veículos, contrabando, narcotráfico, corrupção, lavagem de dinheiro, mineração ilegal, tráfico de armas, crimes cibernéticos, crimes ambientais, e outros.
Entre as ações previstas, estão a troca de informações sobre investigações, capacitação de polícias, cooperação para a busca de fugitivos, compartilhamento de métodos de investigação e tecnologias, além de outras estratégias.
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Na ocasião, os países também celebraram acordos na área de turismo e energia.
Rodrigo Paz cumpre agenda no Brasil até esta terça-feira (17), quando participa de um fórum com empresários bolivianos e brasileiros em São Paulo (SP).
GÁS
O Presidente Lula afirmou ontem que é interesse do Brasil incrementar a produção de gás na Bolívia e aumentar o volume de importação do insumo para o Brasil. Ao receber o o novo presidente boliviano, Rodrigo Paz, Lula destacou a cooperação energética como um pilar estruturante da parceria entre os dois países.
“Em um contexto internacional marcado por conflitos que ameaçam a provisão segura de combustíveis, a Bolívia permanece como uma fonte segura e mantém a condição de maior fornecedor de gás natural para o Brasil”, disse Lula em declaração à imprensa.
Lula acrescentou que conversou com Paz sobre a possibilidade de ampliar investimentos nessa área e incrementar o volume exportado para o mercado brasileiro. Para Lula, há décadas a Petrobras ajuda a construir na Bolívia “uma das mais importantes experiências de integração energética da América Latina”. Ainda assim, a estatal, que já foi responsável por 60% da produção de gás natural boliviano, opera hoje 25% do total produzido no país.