Caso Master
Vorcaro é levado para a PF e inicia tratativas para delação premiada
Antes da transferência autorizada pelo ministro André Mendonça, banqueiro assinou termo de confidencialidade
O banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido, na noite dessa quinta-feira (19), para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações do portal Metrópoles, a medida marca o início do processo para a formalização de um acordo de delação premiada.
Vorcaro, dono do Banco Master, estava preso desde 4 de março na penitenciária federal da capital. A transferência foi determinada pelo magistrado após pedido da defesa, que indicou a intenção do investigado de colaborar com as autoridades. Antes da mudança, ele firmou um termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
Na mesma decisão, que tramita sob sigilo, Mendonça rejeitou um pedido de prisão domiciliar.
O banqueiro chegou à sede da Polícia Federal por volta das 19h04, transportado em helicóptero. Ele desembarcou algemado, vestindo roupas do sistema prisional e chinelos.
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Em nota, a Polícia Federal informou que a transferência ocorreu em cumprimento à decisão do STF, no âmbito da Petição 15.711.
PRISÃO PREVENTIVA
Na última sexta-feira, a Segunda Turma do Supremo formou maioria para manter a prisão preventiva de Vorcaro, com votos dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, além do próprio relator.
O ministro Gilmar Mendes ainda não votou, enquanto Dias Toffoli se declarou suspeito após ser citado em um dossiê entregue pela Polícia Federal ao Supremo.
A transferência para uma unidade de menor rigor vinha sendo solicitada pela defesa desde a chegada de Vorcaro a Brasília.
O banqueiro passou a ser representado pelo advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, que atuou em acordos de colaboração premiada no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo informações publicadas pela jornalista Malu Gaspar, Vorcaro tem sinalizado disposição para firmar uma delação considerada consistente.