Filiação
Alfredo Gaspar troca União pelo PL e assume o comando do partido em AL
Com aval de Flávio Bolsonaro, deputado passa a liderar articulações para composição de chapas
O deputado federal Alfredo Gaspar se filiou ontem ao Partido Liberal (PL) e assumiu a presidência do partido em Alagoas. O convite partiu do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência da República, que deu carta branca para que Gaspar – que deixou o União Brasil – conduza as composições majoritárias e proporcionais no Estado, fortalecendo o campo da direita conservadora em Alagoas e se reafirmando como líder do segmento no Estado
“Meus amigos de Alagoas, estou aqui com o nosso grande líder, deputado Alfredo Gaspar, que está atendendo a uma convocação nossa para vir para o PL, o Partido Liberal, com total liberdade para organizar o estado junto com a nossa base. Tenho certeza de que, a partir de Alagoas, podemos dar um passo importante para resgatar o nosso Brasil”, afirmou o senador durante a assinatura do ato de filiação, em Brasília.
Segundo a assessoria do deputado, a mudança ocorre em um momento de reconfiguração das forças políticas do Estado, com o objetivo de construir uma oposição firme, unida e sem concessões ao atual governo estadual.
“Conte com a minha lealdade, meu trabalho por Alagoas e pelo Brasil. Estamos juntos”, disse Alfredo Gaspar ao formalizar a mudança de partido.
UNIDADE
Na terça-feira (24), em entrevista, Alfredo Gaspar afirmou que tem atuado diretamente para reconstruir a unidade entre lideranças oposicionistas, mesmo diante da fragmentação recente do grupo político do qual faz parte.
“A minha obrigação não é decidir o meu destino, a minha obrigação é ajudar na construção desse combate, à safadeza que tá instalada lá no poder, trabalhando por uma unidade da oposição para que nós possamos fazer uma resistência democrática em Alagoas e no Brasil”, declarou.
Em tom crítico ao grupo governista, o deputado reforçou o discurso de enfrentamento político e a necessidade de convergência entre forças adversárias.
O parlamentar também buscou se posicionar como uma figura de atuação coletiva, minimizando interesses pessoais no atual contexto. “Eu sou um soldado do povo alagoano, não nasci na política, não vou morrer na política, não tenho apego a cargo, mas não irei fugir à luta no local que mais eu posso ajudar o meu estado e o meu país”, afirmou, ao sinalizar disposição para atuar onde considerar mais estratégico dentro do campo oposicionista.