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Após internação

Bolsonaro deixa hospital e vai para prisão domiciliar

Medida vale por 90 dias; ex-presidente teve tornozeleira eletrônica colocada já na chegada à residência dele

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Bolsonaro deixou o hospital e seguiu para sua casa em Brasília
Bolsonaro deixou o hospital e seguiu para sua casa em Brasília | Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, nessa sexta-feira (27), após quase duas semanas de internação devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana.

Bolsonaro não voltou para a Papudinha, onde cumpria a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por liderar trama golpista. O ex-presidente deixou o hospital acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e seguiu para prisão domiciliar em sua residência, no condomínio Solar de Brasília, onde chegou às 10h22, vestindo um colete à prova de balas da Polícia Militar.

O ex-mandatário poderá cumprir a pena em casa durante um prazo inicial de 90 dias, conforme autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informou o Metrópoles, na coluna Mirelle Pinheiro, Bolsonaro teve tornozeleira eletrônica instalada assim que chegou à sua casa, por determinação de Moraes.

Aos jornalistas, o médico Brasil Caiado falou sobre a recuperação clínica de Bolsonaro no DF Star. “A evolução nesses últimos dois dias foi o que nós esperávamos, tranquila, sem nenhuma intercorrência, com a medicação totalmente adaptada, já com a transição para a medicação por via oral, para que se use em casa”, pontuou.

Na prisão domiciliar, Bolsonaro começará, segundo o médico, uma fase de preparo com fisioterapia motora e respiratória, como parte de um programa de reabilitação cardíaco. “Nós já discutimos com as equipes específicas. Cada especialidade, tanto na nutrição quanto na fisioterapia. E nós, médicos, estaremos acompanhando-o pelo tempo que for necessário”.

PRISÃO DOMICILIAR

Após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar, na última segunda-feira (23/3), favoravelmente ao pedido da defesa de Bolsonaro, Moraes concedeu a prisão domiciliar humanitária pelo prazo inicial de 90 dias.

Ao conceder o benefício a Bolsonaro, Moraes impôs uma série de medidas cautelares, entre as quais o uso de tornozeleira eletrônica.

A decisão do ministro ocorreu após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestar favoravelmente ao pedido da defesa de Bolsonaro para que o ex-presidente cumpra prisão domiciliar humanitária. No parecer, Gonet considerou que a saúde de Bolsonaro “demanda atenção constante”.

Gonet ainda analisou que é dever dos poderes públicos preservar a integridade física e moral dos que estão sob a sua custódia e completou: “Está demonstrado que o estado de saúde do postulante da prisão domiciliar demanda atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto a propiciar”.

Na visão do PGR, está evidenciada a necessidade da prisão domiciliar devido aos cuidados indispensáveis de monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente.

CAUTELARES

Moraes vedou a presença de outras pessoas na residência do ex-chefe do Planalto sob a justificativa de “evitar risco de sepse e controle de infecções”. Atualmente, moram com Bolsonaro a esposa, Michelle Bolsonaro, a filha mais nova, Laura Bolsonaro, e a enteada, Letícia Firmino.

Além delas, os filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro têm autorização permanente para ver o pai, desde que as visitas ocorram “nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional, ou seja, às quartas-feiras e aos sábados, em um dos seguintes horários: das 8h às 10h, das 11h às 13h e das 14h às 16h”.

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