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Expectativa

JHC tem 7 dias para definir futuro partidário e rumo nas eleições

Prefeito vive momento decisivo após saída do PL: pressões políticas aumentam e articulações avançam nos bastidores

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JHC adota um discurso de cautela e evita antecipar decisões
JHC adota um discurso de cautela e evita antecipar decisões | Foto: Divulgação

O prefeito de Maceió, JHC, entrou na semana decisiva para definir seu futuro político diante do prazo estabelecido pela legislação eleitoral. Com a saída do Partido Liberal (PL) já consumada e o cenário de rearranjo partidário em curso, o gestor tem até os próximos dias para decidir se permanece sem legenda ou se formaliza filiação a uma nova sigla com vistas às eleições deste ano.

A indefinição ocorre em meio a uma das maiores crises políticas recentes envolvendo o prefeito, após a destituição do comando do PL em Alagoas pela executiva nacional.

O movimento desencadeou uma série de reações em cadeia, incluindo a reorganização interna da legenda, a ameaça de debandada de vereadores e a abertura de negociações com outras siglas.

Desde então, JHC tem adotado um discurso público de cautela, evitando antecipar decisões e reforçando que as definições serão tomadas “no momento correto”, em respeito ao calendário eleitoral.

Nos bastidores, no entanto, o prefeito intensificou diálogos com partidos e lideranças nacionais, em busca de uma estrutura que viabilize seu projeto político.

Entre as alternativas mais avançadas está o PSDB, que já confirmou publicamente o interesse em filiar o prefeito e chegou a sinalizar, inclusive, a possibilidade de lhe entregar o comando estadual da legenda. Interlocuções com a cúpula nacional tucana, incluindo o presidente Aécio Neves, indicam que a negociação ultrapassou a fase preliminar e ganhou contornos estratégicos.

A eventual ida de JHC para o PSDB está diretamente ligada ao seu objetivo de disputar o Governo de Alagoas, projeto que vem sendo construído nos últimos meses e que ganhou tração com o fortalecimento de sua imagem administrativa na capital. Vereadores aliados já relataram que o prefeito comunicou a intenção de deixar o PL com esse propósito.

Outra possibilidade é o prefeito se filiar a outra legenda, como o Podemos, o Republicanos ou o Democracia Cristã (DC), comandado nacionalmente por seu pai, o ex-deputado João Caldas. Há quem aposte que JHC renuncie à prefeitura para tentar uma vaga no Senado ou simplesmente desista da disputa e permaneça no cargo até o fim do mandato.

Ao mesmo tempo, o ambiente político se tornou mais complexo após a reconfiguração do campo da direita no estado. A filiação do deputado federal Alfredo Gaspar ao PL, com aval do senador Flávio Bolsonaro, fortaleceu a legenda e reposicionou o partido como um polo competitivo na disputa majoritária. O movimento também impacta diretamente o espaço político que JHC ocupava anteriormente dentro do campo conservador.

Além disso, lideranças como o deputado federal Arthur Lira seguem como peças centrais na montagem do tabuleiro eleitoral, especialmente na corrida pelo Senado, o que amplia a necessidade de articulação entre diferentes forças para evitar fragmentação da oposição.

Enquanto isso, a pressão interna cresce. Vereadores eleitos pelo PL avaliam seus próximos passos diante da ameaça de sanções por infidelidade partidária, ao mesmo tempo em que aguardam uma definição clara de JHC sobre seu destino político. A permanência ou saída do prefeito influencia diretamente o comportamento desse grupo e o desenho das chapas proporcionais.

Publicamente, porém, o prefeito mantém o foco na gestão e minimiza o impacto das disputas partidárias. Em recentes declarações, tem afirmado que a população está mais interessada em resultados administrativos do que em movimentações políticas, reforçando a estratégia de preservar sua imagem institucional enquanto negocia nos bastidores.

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