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Sessão especial

ALE debate direito à moradia e homenageia padre Júlio Lancellotti

Religioso debateu tema da Campanha da Fraternidade e recebeu título de cidadão

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Imagem ilustrativa da imagem ALE debate direito à moradia e homenageia padre Júlio Lancellotti
| Foto: Ascom ALE-AL

A Assembleia Legislativa de Alagoas promoveu ontem um debate sobre o direito à moradia e homenageou o Padre Júlio Lancellotti com o título de Cidadão Honorário do Estado. As atividades marcaram a discussão da Campanha da Fraternidade 2026, que traz como tema “Fraternidade e Moradia”.

Proposta pelo deputado Ronaldo Medeiros, a sessão reuniu representantes da Igreja Católica, movimentos sociais e instituições do sistema de Justiça. Ao abrir os trabalhos, o parlamentar criticou as desigualdades sociais e a falta de políticas estruturantes. “Não existe fraternidade sem moradia, não existe fraternidade sem respeito”, afirmou.

Um dos destaques do encontro, padre Júlio Lancellotti reforçou que a garantia de moradia é um direito fundamental. “Moradia é direito, não é favor”, disse. O religioso também destacou o caráter coletivo da luta social: “Essa não é uma luta solitária, é uma luta de muitos”.

Durante o debate, o desembargador Tutmés Ayran classificou o acesso à moradia como um direito básico. “Direito ao abrigo é elementar”, resumiu, ao alertar para a situação de vulnerabilidade de pessoas em situação de rua.

Representante do movimento social, Rafaelly Machado cobrou políticas públicas mais amplas. “Não precisamos só de assistência pontual, mas de direitos constitucionais”, afirmou. Já Alexandre Bezerra, da Pastoral do Povo de Rua, defendeu soluções estruturais. “Rua é lugar de passagem; as pessoas precisam de moradia digna”, disse.

Homenageado na mesma data, Padre Júlio Lancellotti recebeu o título de Cidadão Honorário de Alagoas em reconhecimento à atuação de mais de quatro décadas junto à população em situação de rua. Ao agradecer, ele voltou a enfatizar a centralidade do tema. “A luta é difícil, mas precisa ser feita com amor”, declarou.

Em discurso marcado por referências religiosas e críticas sociais, o padre também abordou o silenciamento dos mais pobres. “Muitas vezes, a palavra de quem vive na rua não é levada a sério”, afirmou. Ao final, deixou uma mensagem de resistência: “Eu não luto para vencer, eu luto para ser fiel”.

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