Política
Poder Judici�rio investe em concilia��o
Há algumas semanas, uma atitude inovadora do Poder Judiciário de Alagoas mudou o destino de uma criança alagoana de quatro anos de idade, que vivia em meio ao fogo cruzado de um confronto que devastou uma família e dividiu seus integrantes entre o ódio que sentiam entre si e o amor instintivo que os fez lutar a todo custo para defender um filho do próprio medo que talvez sentiam de jamais poder segurá-lo pela mão ou de ouvirem aquele alegre convite para brincar. Quatro meses depois de tomar posse no Tribunal de Justiça (TJ/AL) por meio do Quinto Constitucional, o desembargador Tutmés Airan resolveu ir além da expedição de uma sentença, ao descobrir que por trás das dezenas de folhas de um processo de disputa pela guarda de uma criança havia uma avó que rompeu relações com seu filho, após um conflito com ele, e estava em fase avançada de uma doença que poderia lhe abreviar a vida sem que pudesse ver seu neto. ### Ideia é transformar exceção em regra A busca dos cidadãos alagoanos por justiça fez acumular, durante os últimos anos, milhares de processos nas mesas de juízes e desembargadores do Judiciário Alagoano. Para desafogar esta demanda, além da realização de mutirões e do estabelecimento de metas e métodos para tornar mais ágil a expedição de sentenças, o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), por orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), está investindo, desde 2007, na conciliação entre as partes envolvidas nas disputas judiciais como forma de pôr fim a contendas que se arrastam durante anos na Justiça. E os acordos representam 84,75% das 4.294 audiências efetivamente realizadas. ///