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Eleições 2026

MDB e União Progressista montam chapas e lideram disputa por vagas

Siglas apostam em nomes experientes, herdeiros políticos e novas lideranças para garantir quociente eleitoral

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MDB e União Progressista montam chapas e lideram disputa por vagas federais
MDB e União Progressista montam chapas e lideram disputa por vagas federais | Foto: Divulgação

A montagem das chapas proporcionais para a Câmara dos Deputados começa a ganhar forma em Alagoas, com MDB e federação União Progressista despontando como os grupos de maior densidade eleitoral no estado.

O PSD corre por fora. A estratégia das duas forças políticas passa pela combinação entre nomes já consolidados, apostas familiares e novas lideranças, em um movimento que busca assegurar competitividade e evitar surpresas no cálculo do quociente eleitoral em 2026.

Na federação União Progressista — formada por União Brasil e PP —, a nominata reúne parlamentares com mandato e nomes que agregam potencial de voto em diferentes regiões.

Entre os destaques estão Marx Beltrão, em seu terceiro mandato e ex-prefeito de Coruripe; Daniel Barbosa, que está no primeiro mandato e representa a força política de Arapiraca; e Delegado Fábio Costa, também em primeiro mandato, com base consolidada em Maceió.

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A chapa, no entanto, vai além dos atuais deputados. Uma das principais apostas é Álvaro Lira, o Alvinho, apontado como herdeiro político do capital eleitoral do pai, o deputado federal Arthur Lira, que deve disputar o Senado. No campo religioso, surge o nome de Gunnar Nunes, filho do pastor-presidente da Assembleia de Deus em Alagoas, com forte potencial de mobilização entre o eleitorado evangélico.

A federação também ganha musculatura com a chegada do ex-deputado Nivaldo Albuquerque. Em 2022, ele obteve votação expressiva, mas ficou fora da Câmara porque o partido pelo qual disputou (o Republicanos) não alcançou o quociente eleitoral. Agora, filiado ao União Brasil, aposta em uma estrutura partidária mais robusta para viabilizar o retorno ao Congresso Nacional.

EXPERIÊNCIA

Do outro lado, o MDB estrutura sua chapa com base em nomes experientes e com forte atuação institucional. Um dos principais pilares é Isnaldo Bulhões Júnior, líder da bancada do partido na Câmara e em seu segundo mandato consecutivo.

Com protagonismo nacional, ele atua diretamente em temas estratégicos, como a relatoria de normas relacionadas ao Fundo Eleitoral de 2026.

Outro nome de peso é Rafael Brito, que está no primeiro mandato e se destaca pela atuação na área da educação. Vice-presidente da Comissão de Educação e relator do Sistema Nacional de Educação, ele também acumula experiência como ex-secretário estadual e candidato à Prefeitura de Maceió.

A nominata do MDB também incorpora nomes com trajetória consolidada, como a ex-deputada Tereza Nelma, que já ocupou cargos relevantes nas esferas municipal, estadual e federal, e a vereadora e médica Fátima Santiago, que reforça a presença feminina na chapa.

O partido ainda amplia seu leque com lideranças de diferentes segmentos, como a pastora Cláudia Balbino, ligada à AD Brás Alagoas e com passagem pelo governo estadual, e Renato Filho, que governou o município por dois mandatos e chega como um dos nomes com potencial de votos no interior.

A lógica por trás da montagem dessas chapas é clara: garantir densidade eleitoral suficiente para alcançar o quociente e maximizar o número de cadeiras. Em eleições proporcionais, não basta ter candidatos bem votados individualmente — é necessário que o conjunto da chapa tenha desempenho competitivo.

PSD

Além de MDB e União Progressista, outro grupo que se articula para entrar na disputa é o PSD. A legenda monta sua chapa com nomes como Luciano Amaral, presidente estadual do partido; Rui Palmeira, hoje vereador na capital; e Júlio Cezar, que também já ocupou cargo no governo estadual.

A composição inclui ainda Thaís Canuto, herdeira política de uma tradicional família do estado, e a vice-prefeita de Arapiraca, Rute Nezinho, que amplia a presença do partido no Agreste alagoano.

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