Política
Servidores v�o �s ruas por reajuste salarial
A Assembleia Legislativa de Alagoas e o Palácio República dos Palmares voltam a ser, hoje, o cenário para protestos e cobranças. Dessa vez, a mobilização marca o 17 de julho, data que entrou para a história do Estado com a renúncia do então governador Divaldo Suruagy, forçado que foi a deixar o poder no ano de 1997 após protestos populares, liderados por entidades de classe e servidores públicos, que reuniram mais de 15 mil pessoas. Foram quase oito meses de salários atrasados do funcionalismo que implodiram o Estado e levaram à revolta e a saída de Suruagy do poder. Naquele dia, uma quinta-feira, mais de sete mil policiais militares e civis fortemente armados, professores, trabalhadores rurais sem-terra, médicos e funcionários públicos em geral saíram em passeata pelas ruas do Centro até a Praça Dom Pedro II para exigir dos deputados que tirassem Suruagy do cargo e devolvessem ao Estado a possibilidade da retomada econômica e social. A praça virou um campo de guerra e no fim da batalha, que teve tiros, gritos, choro e gente ferida à bala, saíram vitoriosos os servidores. ### Vilela diz que nada muda com a ALE | DAVI SOARES - Repórter O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) disse ontem que não teme sofrer represálias dos deputados estaduais que reassumiram seus mandatos na Assembleia Legislativa de Alagoas. E avaliou que nada deve mudar na relação entre o Executivo e o Legislativo. Vilela afirmou que parte dos deputados que retomaram seus cargos retorna à sua base governista. Em entrevista à Gazeta, após a celebração da cessão de imóveis da União para o Estado, no Palácio dos Palmares, Vilela não quis discutir o mérito ? ou o demérito ? da decisão judicial do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes , que determinou o retorno dos deputados aos seus cargos. E disse que buscará preservar a harmonia entre os poderes. ### Servidores da Educação dão prazo para governo do Estado | KASSIA NOBRE ? Repórter O clima entre os trabalhadores da rede pública estadual de Educação é de expectativa. Depois da audiência com o governador Teotonio Vilela Filho, realizada na quarta-feira passada, a categoria realizou uma assembleia no Clube Fênix, na manhã de ontem, e decidiu aguardar até a próxima quarta-feira (22), uma resposta concreta do governo do Estado sobre a pauta de reivindicação. ?O governador, como sempre, colocou a lei de responsabilidade fiscal como dificuldade para avançar no plano da Educação. Ele não deu nenhuma resposta definitiva, mas afirmou que dará prioridade aos pontos de reivindicação que exigem a segurança do trabalhador?, explica Girlene Lázaro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal). ///