Após repercussão
Vereador pede desculpas por chamar orla de Maceió de ‘favela’
O vereador Nitinho Vitale (PSD-SE) pediu desculpas ontem após repercutir uma declaração em que comparou a orla de Maceió a uma “favela”. A fala foi feita durante sessão na Câmara Municipal de Aracaju, na última quarta-feira (15), e viralizou nas redes sociais, nesse fim de semana.
Em entrevista ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, o parlamentar reconheceu o erro e afirmou que não teve a intenção de ofender a capital alagoana. “Neste conceito de favela, eu peço desculpa ao nosso querido povo de Maceió. Se você pegar o meu vídeo como um todo, eu também elogio a cidade, a praia belíssima, conhecida como o ‘Caribe do Brasil’. Não foi maldade”, declarou.
A polêmica teve início quando o vereador discutia, na tribuna, a ocupação de espaços públicos nas orlas de Aracaju, como Atalaia, Mosqueiro e Bairro Industrial. Ao defender maior rigor para evitar desordem urbana, ele utilizou Maceió como exemplo negativo. “Tem que ter muito cuidado, senão vai virar uma favela, como virou a Orla de Maceió”, afirmou na ocasião.
A declaração gerou forte reação, especialmente entre moradores e internautas, que criticaram a comparação e saíram em defesa da imagem turística da capital alagoana. O episódio ganhou ainda mais destaque por coincidir com a divulgação de um levantamento da plataforma KAYAK, que apontou Maceió entre os destinos mais buscados por turistas estrangeiros no início de 2026.
Diante da repercussão negativa, o parlamentar adotou um tom mais conciliador e reforçou elogios à cidade, destacando sua proximidade geográfica e a frequência com que a visitou ao longo dos anos.
LEIA A FALA NA ÍNTEGRA
“Neste conceito de favela, eu peço desculpa ao nosso querido povo de Maceió, e se você pegar o meu vídeo como um todo, eu venho elogiando também Maceió, a praia, que é uma praia belíssima, que é o ‘Caribe do Brasil’, eu sei bem, é conhecido. Vivi muitos anos em Maceió, diversas vezes fui para lá, e desfrutei daquele mar maravilhoso, né? Então qualquer viagem que eu fazia foi em Maceió, que é o lugar mais próximo que tem, Salvador ou Maceió. Então não foi maldade. Porque as pessoas tratam essa narrativa como se fosse uma maldade minha, e usaram do pequeno trecho do meu discurso e botaram na rede.”