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"Cracolândia"

Retirada de barracos sob viaduto da PRF provoca debate na Câmara de Maceió

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A ação do secretário municipal de Segurança Cidadã e vereador Thiago Prado (PP), que determinou a retirada de barracos ocupados por pessoas em situação de rua sob o viaduto da Polícia Rodoviária Federal, em Maceió, gerou repercussão política e social na Câmara Municipal nessa terça-feira (22). Segundo Prado, o local havia se tornado ponto de tráfico de drogas, consumo de entorpecentes e prostituição. Ele também indicou que novas intervenções poderão ocorrer em outras áreas.

O tema provocou debate entre os vereadores. Charles Hebert (PCdoB) criticou a operação, classificando-a como “violenta” e sem planejamento social. Embora reconheça a necessidade de ordenamento urbano, apontou a ausência de alternativas de moradia e afirmou que a medida pode ferir acordos firmados entre a Prefeitura e a Justiça de Alagoas para ações assistidas. Ele destacou ainda que Maceió possui mais de três mil pessoas em situação de rua e defendeu a ampliação de políticas como abrigamento e aluguel social.

Em defesa da ação, Siderlane Mendonça (PL) afirmou que a situação no viaduto havia atingido um nível crítico, com presença de práticas ilícitas, o que justificaria a intervenção. O vereador citou problemas semelhantes em outras regiões da cidade e defendeu que as operações sejam acompanhadas por políticas públicas.

Já Leonardo Dias (PL) avaliou que o problema deve ser tratado como uma questão social complexa, e não apenas de segurança pública. Ele citou iniciativas voltadas à reinserção social da população em situação de rua, como projetos de qualificação profissional, e argumentou que ações pontuais de remoção não resolvem o problema de forma estrutural.

O debate também resgatou propostas anteriores defendidas por Thiago Prado, como a internação compulsória de dependentes químicos. Enquanto isso, entidades da sociedade civil cobram maior integração entre as políticas públicas e respeito aos direitos humanos nas abordagens.

O episódio evidencia o desafio de conciliar ações de segurança com políticas de inclusão social, em um cenário de crescimento da população em situação de rua e de pressão por respostas mais efetivas.

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