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Legislativo deve R$ 1,2 mi de energia

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Há uma década as contas de energia chegam mensalmente à Assembleia Legislativa mas não são pagas. Isso mesmo. O Legislativo estadual tem um débito com a Companhia Energética de Alagoas (Ceal) que se acumula nada mais nada menos do que há dez anos. A dívida está em torno de R$ 1,2 milhão, rolou de mãos em mãos, passou por cinco gestões, mas foi simplesmente ignorada. Quando o calote começou, o prédio da Assembleia não havia sido ampliado. Quase tudo funcionava no imponente casarão da Praça Dom Pedro II, onde as sessões legislativas ocorrem. A ALE fazia uso de outros imóveis para abrigar departamentos que não conseguiam ser acomodados no histórico prédio da praça. O passar do tempo, a construção do novo prédio, mudança na presidência e de Mesa Diretora não foram suficientes para que a Assembleia pagasse o que deve à Ceal, e a dívida continuou crescendo. ### Pagamento depende de projeto de lei O representante institucional do presidente da Ceal, Ariovaldo Stelle, confirma o débito e a negociação aberta com a Assembleia para o pagamento das contas ?esquecidas? nas gavetas dos chefes que pelo Legislativo passaram. Segundo ele, nas conversas com o procurador da ALE foi ?identificado o que é viável no pagamento, para que a Casa possa começar a pagar a dívida mês a mês e negociar os demais?. O dirigente da Ceal também confirmou a necessidade de aprovação do projeto de lei que incluirá o débito no orçamento do Legislativo, ?já que se tratam de débitos passados?. Mas ele disse que o importante nesse momento é que ?a Assembleia já está cumprindo com o pagamento da dívida, tornando-se adimplente?. ### Atual gestão diz que desconhecia dívida A conta mensal da Assembleia com energia elétrica fica em torno R$ 13 mil. O prédio reformado abriga 27 gabinetes, toda área administrativa, setor de recursos humanos, a Procuradoria da Casa, direção geral, financeira, além da parte legislativa. Tem ainda a TV Assembleia, auditório, refeitório, consultórios médico e psicológico. O débito de R$ 1,2 milhão certamente seria maior se a Assembleia funcionasse no local onde está hoje desde que as contas começaram a deixar de ser pagas. ?No passado não tínhamos a Assembleia do tamanho que é hoje. A conta era, naturalmente, bem menor?, diz o procurador-geral da Casa, Marcos Guerra. Ele cita ainda que no antigo prédio havia seis contadores, o que trouxe problemas para saber se a dívida total é efetivamente da Assembleia. Hoje, temos uma única subestação de energia?, ressalta. ///

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