Indicação de Messias
Votação no plenário: veja o posicionamento da bancada de Alagoas
A votação que resultou na rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal expôs o posicionamento da bancada de Alagoas, com manifestações públicas de apoio por parte de dois dos três senadores do Estado.
O senador Renan Filho (MDB) declarou voto favorável ao indicado do Presidente Lula e destacou a trajetória de Messias no serviço público. “Declarei apoio à indicação, reconhecendo seus atributos e sua trajetória no serviço público”, afirmou.
Na mesma linha, o senador Renan Calheiros (MDB) também manifestou apoio ao nome de Jorge Messias durante a tramitação no Senado.
Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o próprio indicado fez referência à atuação de Renan Calheiros quando presidiu o Senado, destacando iniciativas legislativas conduzidas no período.
“Colocamos em prática a Agenda Brasil e atualizamos leis antigas, com a reforma de vários códigos. Também tiramos do papel regras para as empresas estatais que estavam previstas na Constituição há anos, mas nunca tinham sido aplicadas”, disse Renan.
Já a senadora Eudócia Caldas (PSDB) não manifestou publicamente seu posicionamento sobre a indicação, nem respondeu aos questionamentos da imprensa. Ela participou da sessão dessa quarta-feira, quando o nome foi analisado em plenário.
A votação foi secreta, conforme prevê o regimento, mas, após o resultado, senadores se manifestaram publicamente sobre seus posicionamentos.
A rejeição da indicação pelo Senado provocou reações de parlamentares da oposição. O deputado federal Alfredo Gaspar (PL) classificou o resultado como um revés político para o governo e criticou o que chamou de critérios ideológicos nas indicações.
Na mesma linha, o deputado Fábio Costa (PP) também criticou a indicação e reforçou o posicionamento da oposição.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou que a rejeição decorre de um conjunto de fatores, incluindo insatisfação com o governo federal e críticas à atuação de Messias, especialmente após os atos de 8 de janeiro.
Por outro lado, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou a decisão e classificou a rejeição como “chantagem política”. Segundo ele, o episódio enfraquece o Senado.