Política
ALE reabre as portas sob expectativa
Às 15h15 da terça-feira, 4, o plenário da Assembleia Legislativa reabre as portas para a retomada das sessões ordinárias suspensas desde o dia 7 de julho, quando a Casa votou num rolo compressor um pacote de projetos e entrou em recesso parlamentar. Até aí, tudo bem. Será assim no Legislativo de todo o País. Em Alagoas, a diferença está em quem volta a ocupar as cadeiras do plenário: os oito deputados que passaram um ano e quatro meses afastados de seus mandatos por decisão judicial. Todos, e mais dois que já haviam voltado [Maurício Tavares e Edival Gaia Filho], são apontados na Operação Taturana, um esquema criminoso de desvio de recursos públicos descoberto pela Polícia Federal em 2008 que levou Alagoas à mídia nacional e seu parlamento ao fundo do poço. ### Deputados cobram compromisso Os deputados que retornam estariam dispostos a pressionar o governo por cargos? Não é o que afirma a maioria, mas também não é o que descarta. Antônio Albuquerque, por exemplo, diz que existe um compromisso político entre ele e o governador Teotonio Vilela. ?Ele [Téo] sabe melhor do que ninguém que tanto um quanto o outro tem esse compromisso. Como governador, ele é quem tem que avaliar se deve cumprir?, afirma o deputado sem entrar em detalhes do que chama de ?compromisso político?. O parlamentar faz questão de dar um recado: que apesar da declarada relação de ?respeito e amizade? com Vilela, não será ?submisso a quem quer que seja?. ### Comissões serão alvo de disputa As comissões de Constituição e Justiça e a do Orçamento são, sem sombra de dúvida, as mais cobiçadas na Assembleia. Pela importância que cada uma desempenha. Pela CCJ, passam quase todos os projetos enviados à Casa, com exceção da Lei Orçamentária. À de Orçamento compete a análise de matérias financeiras e orçamentárias da administração pública direta e indireta. ?As comissões são muito importantes para o parlamentar. É por elas que passam os projetos. A do Orçamento e a CCJ, por exemplo, são as mais importantes e quase todo deputado quer participar. Fiz parte da de Orçamento e gostaria de voltar a compor a comissão, mas essa recomposição vai passar por uma discussão dos blocos?, diz Nelito Gomes de Barros (PMN). ///