Política
Sinteal � acusado de fazer greve pol�tica
Depois de verificar que nem os apelos feitos aos professores da rede estadual de ensino pelo retorno ao trabalho, tampouco a série de ?negociações? realizadas com a categoria surtiram efeito diante da greve de 15 dias de advertência, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) aumentou o tom das críticas à paralisação dos servidores da Educação e atribuiu o motivo do movimento paredista à disputa eleitoral pelo comando do Sindicato dos Trabalhadores de Educação de Alagoas (Sinteal). A categoria reivindica reajuste salarial de 15%. ?Acho que é uma greve política porque não há sentido prático para ter resultados a partir dessa reivindicação, que é justa. Mas o Estado não pode pagar o reajuste agora, porque a Lei de Responsabilidade Fiscal não permite e porque o Estado não tem caixa. Ora, se o Estado não vai poder pagar, como continuar com a greve? Ela não vai ter efeito prático. Vai ter efeito político, de desgastar o governo, desgastar o governador e de resolver a eleição interna do sindicato. É a isso tudo que eu atribuo esta greve?, disse o governador, na última quinta-feira (6) ao chegar na Convenção Estadual do PSDB. ### Sindicalistas negam acusação e culpam governo por greve Apesar de estarem em fileiras opostas na batalha pelo poder no Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Célia Capistrano e Moysés Ferreira condenam a fala do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). E apontam contradições na postura do governo, que seria o verdadeiro culpado por um possível prolongamento da greve de advertência para além dos 15 dias. Para eles, a decisão pelo retorno das aulas ou a deflagração da greve só depende de Vilela atender ou não a reivindicação de 15% de reajuste salarial. Ambos apontam o descumprimentos de todas as datas-bases que se venceram desde o início do governo de Teotonio Vilela como causa para a paralisação dos servidores da Educação. ///