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Reação

Bolsonaristas em AL minimizam impacto de áudio envolvendo Flávio

Bastidores nacionais discutem desgaste, CPI e alternativas para a corrida presidencial de 2026

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Alfredo Gaspar saiu em defesa de Flávio após a divulgação de conversas entre o senador e Vorcaro
Alfredo Gaspar saiu em defesa de Flávio após a divulgação de conversas entre o senador e Vorcaro | Foto: Divulgação

A repercussão do vazamento de um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro não alterou, ao menos por ora, o posicionamento das principais lideranças bolsonaristas em Alagoas. Em manifestações públicas, deputados e vereadores do PL saíram em defesa do parlamentar, trataram o episódio como exploração política e mantiveram o nome de Flávio como opção viável no campo da direita para a disputa presidencial de 2026.

Em Alagoas, ao menos por enquanto, a base bolsonarista sinaliza que seguirá fechada em torno de Flávio Bolsonaro, mesmo diante das incertezas que começam a surgir no horizonte eleitoral.

O caso veio à tona após a divulgação de um áudio em que o senador busca investidores privados para financiar um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A gravação passou a ser explorada por adversários como possível ponto de desgaste político, sobretudo pela ligação com um empresário posteriormente envolvido em investigações.

Flávio, no entanto, reagiu publicamente, afirmando que não houve uso de recursos públicos e que toda a negociação ocorreu dentro da legalidade, por meio de contrato privado.

Em Alagoas, o tom adotado por aliados foi de defesa direta e tentativa de contra-ataque político. O deputado federal Alfredo Gaspar, presidente do diretório estadual do PL, afirmou que Flávio é “um homem de bem” e buscou deslocar o foco do debate ao mencionar supostos encontros do banqueiro com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no passado.

Na mesma linha, o deputado estadual Cabo Bebeto classificou as críticas como parte de uma narrativa construída pela esquerda para desgastar adversários. Em declaração nas redes sociais, afirmou confiar no caráter do senador e reforçou o discurso de enfrentamento, conectando o episódio a temas mais amplos, como corrupção, carga tributária e segurança pública — pautas recorrentes no discurso bolsonarista.

Já o vereador por Maceió Leonardo Dias adotou uma abordagem mais técnica ao sustentar que não há ilegalidade na captação de recursos privados para um projeto audiovisual. Em pronunciamento na Câmara Municipal, destacou que o contrato citado no áudio envolve entes privados e defendeu a instalação de uma CPI para aprofundar as investigações, inclusive mencionando que o próprio PL apoiou iniciativas nesse sentido.

A reação coordenada das lideranças em Alagoas indica uma tentativa de blindagem política e manutenção da coesão do grupo, especialmente em um momento pré-eleitoral em que sinais de fragilidade podem impactar alianças e projeções nacionais. Os aliados procuram preservar não apenas o nome de Flávio Bolsonaro, mas também a consistência do campo bolsonarista no estado.

Nos bastidores, contudo, o cenário é mais fluido. Há avaliações em setores do centrão de que o episódio pode ganhar tração e afetar a viabilidade eleitoral do senador até o período das convenções. Diante dessa possibilidade, articulações paralelas começam a ser ventiladas, incluindo a construção de uma alternativa que envolva a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), em uma chapa que poderia unificar diferentes alas da direita.

CARLOS BOLSONARO

O Partido Liberal em Alagoas inicia, neste fim de semana, uma nova etapa de articulações políticas voltada à construção do palanque regional para a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026. A chegada do vereador carioca Carlos Bolsonaro é tratada nos bastidores como um teste da capacidade de mobilização da direita bolsonarista no estado e uma demonstração de alinhamento entre lideranças locais e a direção nacional do partido.

Embora o PL não tenha programado uma recepção oficial em Maceió, a expectativa é de forte presença política no aeroporto.

A principal agenda pública de Carlos Bolsonaro será no domingo, às 6h, durante a corrida e manifestação “Acorda Brasil, Fora Lula”, na orla da Pajuçara, em Maceió. O evento também foi articulado por Leonardo Dias, apontado por aliados como um dos principais representantes do bolsonarismo no estado.

Segundo o vereador, mais de mil pessoas se inscreveram para a corrida de cinco quilômetros, entre o início da Pajuçara e o Marco dos Corais. A estrutura contará com palanque e bonecos infláveis, incluindo o tradicional “Pixuleco”, utilizado em manifestações contra Lula.

Além do caráter simbólico da mobilização, a visita terá conteúdo político-eleitoral. Após a manifestação, Carlos Bolsonaro deverá conceder entrevistas e participar de reuniões reservadas com lideranças partidárias e militantes.

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