Política
Oposi��o questiona remanejamento
O remanejamento de R$ 19 milhões do orçamento da Assembleia Legislativa repercutiu ontem durante a sessão ordinária. O dinheiro, segundo informou à Gazeta o diretor-financeiro da ALE, Nailton Felizardo, será utilizado para pagar reajuste de 102,95% dos funcionários e o salário dos servidores. A explicação não convenceu os deputados de oposição. Muito menos, o quadro publicado no Diário Oficial do Estado na terça-feira com detalhamento de onde sairão os recursos. O documento, assinado pelo presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB), e pelos deputados Jota Cavalcante (PDT), Marcelo Victor (PTB) e Carlos Cavalcante (PT do B), primeiro, segundo e terceiros secretários respectivamente, faz um demonstrativo de onde sairá o dinheiro e diz que parte vem de verba destinada à reforma, ampliação e manutenção do prédio da ALE. O restante de uma biblioteca que ninguém sabe, ninguém viu onde fica. ### Sessão não teve sequer ordem do dia No dia 24 de maio, a Gazeta publicou reportagem onde confirma o que havia antecipado no início do mesmo mês. A Assembleia fechou negociação com a Caixa Econômica e todas as contas do Legislativo foram transferidas para o banco oficial. A mudança surgiu depois que o Bradesco, banco com o qual a ALE mantinha suas negociações há cinco anos, desistiu de manter o contrato após os escândalos que envolveram a Operação Taturana. À época, o deputado Jota Cavalcante (PDT), 1º secretário da Assembleia e um dos responsáveis diretos pela negociação, informou que pelo acordo a Caixa repassaria ao Legislativo R$ 2 milhões. O valor é um direito conferido pelo banco ao cliente para administrar as contas dos 1.350 funcionários e os R$ 9,450 milhões correspondentes à folha salarial da Casa. O deputado disse ainda que o dinheiro seria depositado em uma conta específica, que ficaria disponível para a consulta por qualquer cidadão ou pelos deputados. ///