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ALE cortar� sal�rio de deputado faltoso

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Virou quase uma rotina. A última sessão da semana na Assembleia Legislativa é esvaziada. Faltam deputados e quórum para realizar os trabalhos legislativos que só ocorrem três vezes por semana. Na última quinta-feira, 13, não foi diferente. O plenário abriu suas portas para ?receber? os parlamentares, mas deputado que é bom, nada de aparecer. Apenas oito deram as caras no parlamento na hora regimental e aí, coube ao presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB), abrir e encerrar a sessão na mesma hora. A prática, de faltar ao trabalho sem apresentar uma justificativa prevista no regimento, já havia sido denunciada pela Gazeta em sua edição do dia 3 de maio, quando foram citados os cinco campeões de faltas. De lá para cá, nada mudou. Ninguém foi punido por receber sem trabalhar. ### Toledo admite excesso de funcionários Na semana em que o remanejamento de R$ 19 milhões referentes a recursos do orçamento da Assembleia virou polêmica e quase uma briga declarada entre a presidência da Casa e deputados de oposição, um assunto que estaria diretamente ligado à questão veio à tona: o excesso de funcionários no Legislativo de Alagoas. O dinheiro, correspondente a dois meses de duodécimo [de R$ 9,5 milhões] de acordo com a presidência da ALE, será usado para pagar pessoal. É tanta gente, segundo admite o presidente Fernando Toledo (PSDB), que se todos fossem trabalhar, formariam uma fila na porta do casarão da Praça Dom Pedro II, no Centro de Maceió. Como não há espaço para tanta gente, muitos estão em casa, recebem normalmente os vencimentos sem dar um único dia de trabalho. Não têm sequer lotação nos quadros da Assembleia. ### Folha consome verba para manutenção Enquanto servidores esperam sossegamente em casa pelos salários, sem trabalhar, a Assembleia vai remanejar recursos da manutenção da casa e de uma biblioteca que está desativada. Só existe o acervo. O dinheiro, diz a presidência da ALE, vai todo para pagamento de pessoal e não comprometerá a reforma do prédio, que apresenta infiltrações em diversos gabinetes. Até porque, segundo o comando do Legislativo, caberá à empresa construtora fazer os reparos necessários. ?Quando se faz a peça orçamentária da Assembleia, colocarmos todos os valores de pessoal na folha, cria-se uma situação de incompatibilidade. Alguns rubricas são aleatórias e este ano foram contempladas reforma, biblioteca, anais. Colocou-se dinheiro nessas rubricas, sabendo-se de antemão que do meio do exercício para a frente, julho, agosto, setembro, precisaríamos fazer esse remanejamento?, diz Fernando Toledo. ///

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