Política
Ferro deixa Legislativo na berlinda
Numa quarta-feira, dia 15 de julho, ele e mais sete deputados que haviam sido afastados dos mandatos pela Justiça retornaram ao parlamento. Alguns, chegaram falando em ?reconquistar o tempo perdido?. Cícero Ferro (PMN), porém, parece ter voltado com a disposição de reagir, principalmente contra aqueles que de uma forma ou de outra o atingiram diretamente. Na mesma semana concedeu várias entrevistas nas quais não poupou críticas a integrantes do Judiciário e ao desembargador aposentado Antônio Sapucaia, responsável pela primeira liminar que retirou dos cargos os deputados apontados na Operação Taturana. O falatório de Cícero Ferro caiu como uma bomba no Judiciário e acabou reacendendo a instabilidade no Legislativo, que ainda tentava se recuperar dos sucessivos escândalos que envolveram o afastamento de dez parlamentares da Assembleia Legislativa. Dois deles já haviam reconquistado os mandatos por não estarem na mesma ação dos demais. ### Afastamento de deputado é inevitável Ao desferir seus ataques contra a Justiça de Alagoas, Cícero Ferro (PMN) não estava comprando uma briga apenas para ele, mas para o Poder Legislativo. Estava jogando na mesma fogueira a estabilidade do parlamento e outros três deputados: Antônio Albuquerque (sem partido), João Beltrão (PMN) e Marcos Barbosa (PPS). Os três são acusados em crimes de pistolagem e podem, por tabela, ser alvos de nova medida judicial determinando pelo afastamento deles do cargo. Sabem tanto que isso é possível, que durante os últimos dias silenciaram. João Beltrão, que na última semana usou a tribuna da Assembleia para destilar palavras contra o presidente do Detran, desembargador aposentado Antônio Sapucaia, também calou logo após a decisão do Tribunal de Justiça. ///