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Deficiência

Câmara e Defensoria cobram regularização na coleta de lixo

Empresas dizem operar com apenas 50% da frota por causa do atraso nos pagamentos dos contratos com o município

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População tem reclamado da coleta de lixo em Maceió
População tem reclamado da coleta de lixo em Maceió | Foto: Bárbara Wanderley/Ascom Alurb

A coleta de lixo e a limpeza urbana irregulares, sobretudo nas áreas mais populosas e vulneráveis de Maceió, permanecem no centro das preocupações da população e do debate político, mesmo após a retomada dos serviços. As empresas Viambiental e Naturalle, responsáveis pela coleta de resíduos sólidos na capital, informaram aos vereadores que operam com apenas 50% da frota de caminhões coletores-compactadores.

Embora as prestadoras garantam que os serviços continuam em funcionamento, moradores de áreas populosas relatam atrasos frequentes, acúmulo de lixo nas vias públicas e aumento da proliferação de ratos, insetos e outros vetores de doenças. A Defensoria Pública Estadual também está acompanhando o caso.

O impasse está diretamente relacionado aos atrasos nos pagamentos dos contratos mantidos com a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana. Segundo informações repassadas pelas empresas aos vereadores da Câmara Municipal, foi efetuado recentemente um pagamento parcial de aproximadamente R$ 2 milhões, correspondente aos valores da primeira quinzena de março.

Os vereadores reconhecem que o repasse não foi suficiente para quitar os débitos acumulados e alertam que a situação financeira das empresas continua comprometendo a plena normalização dos serviços prestados à população.

A preocupação aumentou após a cidade enfrentar cerca de 15 dias de paralisação na coleta de resíduos sólidos, período em que o lixo se acumulou em praticamente todos os bairros da capital. Mesmo com a retomada das atividades, lideranças comunitárias afirmam que regiões como Benedito Bentes, Antares, bairros da zona sul e do extremo litoral norte continuam registrando redução na frequência da coleta. O cenário evidencia a fragilidade de um serviço essencial, com impacto direto sobre a saúde pública.

A insatisfação ultrapassou os limites da oposição e alcançou integrantes da própria base de apoio do prefeito Rodrigo Cunha (Podemos). O vereador Brivaldo Marques (PL) afirmou que continua recebendo reclamações dos moradores e cobrou providências urgentes para garantir a regularidade dos serviços. Já o primeiro-secretário da Câmara, vereador Galba Neto (PL), destacou que o Legislativo aprovou requerimento de sua autoria solicitando informações detalhadas sobre os contratos da limpeza urbana, os pagamentos efetuados, a situação financeira das empresas contratadas e o valor exato da dívida existente.

Enquanto o vice-líder do governo na Câmara, vereador David Empregos (UP), sustenta que a coleta de lixo continua sendo realizada em todos os bairros da cidade, outros parlamentares admitem que os problemas persistem. O vereador Tácio Melo (PSD) revelou que, após reuniões com representantes da Prefeitura e das empresas, foi informado de que apenas parte dos débitos foi quitada. Segundo ele, além de os caminhões compactadores operarem com capacidade reduzida, os veículos destinados à retirada de podas permanecem parados desde janeiro por falta de pagamento.

O líder do PL na Câmara, Siderlane Mendonça, reconheceu os problemas, mas também chamou a atenção da população para o descarte irregular de resíduos em diversos bairros da capital. “A limpeza pública é tarefa da prefeitura, mas a população também precisa contribuir, evitando o descarte irregular de lixo”, afirmou. O parlamentar anunciou uma ação comunitária de limpeza nas principais vias do Benedito Bentes nesta sexta-feira (6) e defendeu uma maior participação da população na preservação dos espaços públicos.

Os parlamentares acreditam que, na próxima semana, a prefeitura terá regularizado os pagamentos aos prestadores de serviço e que a coleta estará normalizada em toda a cidade.

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