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Prejuízo

Ação de Renan pede bloqueio de bens de JHC e de ex-dirigentes do Iprev

Processo busca recuperar R$ 117 milhões do fundo previdenciário de Maceió aplicados no banco Master

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Renan aponta falhas de governança nas aplicações do Iprev
Renan aponta falhas de governança nas aplicações do Iprev | Foto: Andressa Anholete

O ex-prefeito de Maceió JHC (PSDB), ex-dirigentes do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev), atual Maceió Previdência, o Banco Master e demais envolvidos nas aplicações de R$ 117 milhões do fundo previdenciário municipal são alvo de uma ação popular ajuizada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Na ação, o parlamentar pede o bloqueio dos bens dos investigados para garantir a recuperação dos recursos pertencentes a aposentados e pensionistas da capital, após a liquidação extrajudicial da instituição financeira.

A medida foi protocolada após o colapso do Banco Master, que entrou em liquidação extrajudicial em novembro de 2025, um dia após a prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro, durante operação da Polícia Federal que investigou suspeitas de gestão fraudulenta e organização criminosa.

De acordo com a ação, a recuperação dos valores tornou-se urgente diante da incapacidade da instituição de honrar compromissos financeiros, colocando em risco recursos aplicados por investidores e fundos previdenciários. O montante de R$ 117 milhões, segundo a peça, corresponde a valores destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores municipais.

O senador pede o bloqueio imediato de bens dos envolvidos até o limite do valor investido, além da condenação solidária para garantir o ressarcimento integral, com juros e correção monetária. O objetivo é anular as operações realizadas pelo Iprev e assegurar a recomposição do patrimônio previdenciário.

Além de JHC, são citados na ação o ex-presidente do Iprev Ronnie Reyner, integrantes do Comitê de Investimentos da autarquia, a consultoria Crédito & Mercado, o Banco Master e seus sócios Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima.

Segundo o processo, Maceió se tornou a capital com maior exposição ao Banco Master após aplicar recursos em Letras Financeiras da instituição. O primeiro aporte ocorreu em dezembro de 2023, no valor de R$ 80 milhões, com vencimento de dez anos. Em maio de 2024, uma nova operação ampliou a exposição do instituto.

A ação aponta supostas falhas de governança e ausência de análises adequadas de risco, além de descumprimento de normas internas do próprio instituto. Também destaca que os títulos adquiridos não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que dificulta a recuperação dos valores após a liquidação do banco.

Outro ponto levantado é a suposta omissão do município de Maceió, que, segundo o senador, não teria instaurado procedimentos administrativos para apurar responsabilidades após o agravamento da situação da instituição financeira.

Caso a Justiça acate os pedidos, os bens dos réus poderão ser bloqueados até o limite de R$ 117 milhões enquanto o mérito da ação é analisado.

DEFESA FALA EM “NARRATIVA POLÍTICA”

A resposta do grupo político de JHC veio por meio do coordenador da campanha do PSDB, Júnior Leão, que afirmou que o caso será tratado no âmbito judicial.

“Será respondido no processo, nosso jurídico atuará. Estamos tranquilíssimos em relação a isso. A oposição está criando narrativas aproveitando o momento político, isso não é sério. Recentemente elogiavam e defendiam ele, inclusive sobre esse tema, querendo atraí-lo para caverna maldita. Toda Alagoas conhece essa turma, são mais de 40 anos na política. Acabou o ciclo, isso é natural. O povo agora quer mudar simplesmente isso. Esse sentimento de mudança é uma onda que ninguém segura”, declarou.

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