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Desmilitariza��o da PM causa pol�mica

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Brasília ? Hoje é um dia decisivo na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública. Realizada no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, a partir das 14 horas começa a tão esperada plenária final, onde serão escolhidas 40 diretrizes, de 377 propostas; e 10 princípios, de 26 elaborados nas etapas municipais e estaduais. As propostas serão votadas e vão servir de base para a elaboração da política pública de segurança em todo o Brasil. E um tema permeou praticamente todo o evento: a desmilitarização da Polícia Militar. A polêmica é grande. A desmilitarização seria a desvinculação da PM das Forças Armadas. Hoje, a Polícia Militar é subordinada ao Exército. Mas o debate cresceu tanto que se fala até na extinção dos policiais militares e dos policiais civis. ### Polícia forma tropa com ?tapa na cara? Também participando ativamente da Conferência Nacional de Segurança Pública, em Brasília, o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar de Alagoas, sargento Teobaldo de Almeida, contou por que defende a desmilitarização. Ele disse que já sentiu na pele a herança da ditadura militar, dentro da corporação alagoana. ?Defendemos a desmilitarização. Mas a gente deixa bem claro que a desmilitarização não é a perda da farda, e sim trazer a democratização para dentro da corporação. Seria a abertura das polícias militares para a própria sociedade. O sistema hoje de Polícia Militar vem da época da ditadura e isso traz resquícios negativos grandes para a própria sociedade?. ### Unificação das polícias é defendida Hoje, em Alagoas e em alguns outros Estados do Brasil, a Polícia Militar já realiza os Termos Circunstanciados de Ocorrência, os TCOs, que é o encaminhamento dos delitos com pena de até dois anos de detenção, da abordagem policial direto para a Justiça. E o debate na Conferência Nacional de Segurança Pública também gira em torno da possibilidade de ampliar os tipos de crimes que caberia à PM atuar. ?Determinadas investigações são estritamente jurídicas?, pondera o secretário Paulo Rubim. Tem caso que lida com a liberdade das pessoas. Que o investigador precisa ter acesso ao patrimônio dos indivíduos, às contas bancárias. E isso tem que ser baseado em lei, numa estrutura que só quem é do Direito domina?. * A repórter viajou a convite da organização do evento ///

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