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Novo superintendente chega com miss�o

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Mais de um mês após a recusa do delegado José Walter Teixeira em assumir o comando da Polícia Federal (PF) em Alagoas depois de a Gazeta revelar que ele já havia sido condenado por dispensa ilegal de licitação, o novo superintendente da instituição no Estado, delegado Amaro Vieira Ferreira, toma posse nesta segunda-feira. Conhecido pela sua atuação nas investigações sobre a conduta do delegado Protógenes Queiroz na condução do inquérito da Operação Satiagraha, o novo chefe da PF tem a missão de ampliar as ações de combate ao crime organizado e garantir as condenações dos envolvidos. Delegado de classe especial na PF, com 21 anos de carreira, Amaro Ferreira trabalha em Alagoas desde o início do último fim de semana. Mas logo após a desistência de Teixeira, ele iniciou sua preparação, reunindo informações para assumir o cargo no Estado que tem sofrido com a prática da pistolagem e o avanço do tráfico de drogas, com o qual o delegado lidou no interior do Estado de São Paulo. ### Luna diz que trabalho será o mesmo Depois de comandar a ação de maior repercussão da Polícia Federal (PF) em Alagoas, que indiciou deputados e ex-deputados pelo desvio de R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa, o ex-chefe da PF no Estado, José Pinto de Luna, acredita que o trabalho da instituição não deverá sofrer qualquer tipo e mudança de postura no combate à criminalidade, a partir da chegada do novo superintendente Amaro Vieira Ferreira. Ele diz isso com propriedade, ao revelar o perfil ?legalista e justo? do colega, com quem teve a oportunidade de trabalhar em municípios vizinhos, no interior do Estado de São Paulo. ### ?A PF atua de forma institucional? De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, o novo superintendente da instituição em Alagoas, Amaro Vieira Ferreira, tem perfil ?adequado ao momento histórico? vivido no Estado. Em entrevista exclusiva à Gazeta, Corrêa afirmou que o novo chefe da PF no Estado chega com a missão de efetivar a condenação de criminosos locais, depois do momento de afirmação da autoridade da PF em Alagoas, cumprida pelo seu antecessor, José Pinto de Luna. E defendeu a atitude ?zelosa? que o delegado José Walter Teixeira tomou ao desistir de ocupar o cargo em Alagoas. *** Gazeta ? Como o senhor avalia a imagem de credibilidade que a Polícia Federal ostenta no País e, em especial, em Alagoas, Estado que tem os piores indicadores sociais e de criminalidade do Brasil? Luiz Fernando Corrêa ? A credibilidade da Polícia Federal decorre de um processo de amadurecimento institucional construído durante décadas, coincidindo com decisões políticas de fortalecimento da instituição por meio de investimentos nos últimos anos. O resultado desses dois processos são investigações de maior qualidade, atingindo pessoas que historicamente estavam fora do alcance do poder repressivo do Estado. Essa credibilidade é constatada em todo o território nacional. Há uma preocupação especial da Polícia Federal e do Ministério da Justiça com o Estado de Alagoas? Cada Superintendência da PF tem o dever de atuar no interesse da sociedade local observando as atribuições constitucionais e as diretrizes de cooperação federativa. Portanto, a Polícia Federal em Alagoas cumpre esses princípios com uma perfeita articulação com o governo local, por meio de suas forças de segurança, num esforço conjunto para a implementação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), no qual cabe à PF além de combater o crime organizado, apoiar o esforço local no enfrentamento à violência urbana. O que foi levado em conta para a escolha do novo superintendente da PF em Alagoas, delegado Amaro Ferreira? Qual a sua característica de atuação profissional? A indicação de superintendente estadual passa pela análise do currículo profissional e o perfil adequado à missão da Polícia Federal naquele determinado Estado observando as características do momento histórico. A primeira etapa cumprida pelo delegado Luna foi de, em conjunto com o Estado, enfrentamento para afirmação da autoridade. Agora, com o delegado Amaro, é de esforço de polícia judiciária para a efetiva condenação dos criminosos locais, sem prejuízo da continuidade do enfrentamento. ///

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