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Den�ncia contra vice de Ciro � falsa, diz governo

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Brasília ? O Ministério do Trabalho divulgou nota oficial nesta terça-feira admitindo que há diversas falhas no relatório em que a Força Sindical é acusada de cometer irregularidades com verbas federais. A suspeita, que foi divulgada há cerca de uma semana, provocou desgaste político ao presidente licenciado da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, que é candidato a vice na chapa de Ciro Gomes (PPS). A denúncia informava que um mesmo aluno teria sido matriculado em 32 diferentes cursos de reabilitação profissional promovidos pela Força com financiamento de verbas públicas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Segundo a acusação, o fato serviria para mostrar que a Força Sindical ?inflava? artificialmente o número de alunos inscritos em seus cursos para ter acesso a mais verbas do governo federal. Nesta terça-feira, no entanto, o Ministério do Trabalho, responsável por fiscalizar o uso das verbas do FAT, admitiu que um erro no seu próprio banco de dados foi o responsável pelas dúvidas levantadas contra a Força Sindical. Segundo o Ministério, houve falha na digitação do número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de alguns alunos, o que acabou alterando a base de dados, como se um mesmo aluno tivesse feito 32 cursos em cidades diferentes. Os técnicos do governo descobriram que o aluno em questão havia feito apenas um estágio de requalificação. Ele foi inscrito no curso de ?cozinheiro básico?, ministro da cidade de São Paulo. Depois deste episódio, que teve ampla repercussão devido às possíveis implicações das denúncias no cenário eleitoral, o governo já pensa em alterar a metodologia que usa para fiscalizar as verbas do FAT. O Ministério do Trabalho diz ainda que a Força Sindical, com base nos seus relatórios internos, poderá ?remover? as suspeitas sobre o uso irregular de verbas públicas nos seus cursos profissionalizantes. Esclarecimentos Em nota à imprensa, o ministério atribuiu o erro a um ?procedimento indevido?. Horas depois, a controladora-geral da União, Anadyr Rodrigues, também divulgou nota para esclarecer que essa não foi a única irregularidade levantada em auditoria. A explicação do Ministério do Trabalho ?não esgota as questões suscitadas no relatório de auditoria?, escreveu Anadyr. O Ministério do Trabalho atribuiu a falha às empresas contratadas pela Força Sindical, com recursos do FAT, para treinar trabalhadores. Essas ?executoras? teriam cadastrado alguns trabalhadores com um mesmo número de CPF, de forma aleatória.

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