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Prefeitos desistem de fechar as portas

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Após quatro horas de debate no auditório da Casa da Indústria, no Farol, a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) decidiu que as prefeituras de Alagoas não fecharão suas portas em protesto contra as perdas de um montante de mais de R$ 128 milhões de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Preocupados com a repercussão da radicalização junto à população dos municípios que administram e alertados de que o ministro da Educação, Fernando Haddad, marcou para hoje a audiência em que apresentará uma solução para a recuperação das perdas de mais de R$ 80 milhões de repasses do Fundeb, os prefeitos desistiram da ideia de suspender os serviços oferecidos pelas prefeituras e optaram por fazer manifestações durante três dias, na próxima semana. ### Bancada defende pressão a governo O secretário da Fazenda, Maurício Toledo, expôs os números negativos dos repasses do Fundo de Participação do Estado (FPE) e do Fundeb que também têm afetado as finanças do governo do Estado. E sugeriu que o governo federal deveria ter pensado não somente na preservação dos empregos nas indústrias brasileiras, como também na manutenção das finanças dos municípios, ao tomar medidas contra os efeitos da crise financeira mundial. O posicionamento dos deputados federais Augusto Farias (PTB), Francisco Tenório (PMN), Antônio Carlos Chamariz (PTB), e do senador João Tenório (PSDB) também foi contrário ao fechamento das prefeituras. Farias defendeu que toda a bancada alagoana pressionasse o governo Lula pela resolução da situação dos municípios. ### Servidores vão às ruas em protesto | FERNANDO VINÍCIUS - Repórter Porto Real do Colégio ? Funcionários da Prefeitura de Porto Real do Colégio saíram às ruas na manhã de ontem em protesto por reajuste salarial, implantação de Plano de Cargos e Carreira (PCC) para todas as categorias e contra o corte de gratificações nos salários. O dia de paralisação organizado pelo sindicato dos servidores do município, situado na região do Baixo São Francisco, serviu ainda para rebater os argumentos da prefeita Rita Bomfim (PTB). A gestora diz que a greve tem motivação política e não pode atender às reivindicações por causa da redução dos repasses do governo federal, argumento empregado para fechar as portas da prefeitura até amanhã. ///

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