Política
Deputados atacam MP e TJ em plen�rio
A sessão durou toda a tarde, até início da noite, mas o assunto foi praticamente um só: a atuação do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), ligado ao Ministério Público, e da 17ª Vara Criminal da Capital, vinculada ao Tribunal de Justiça de Alagoas. Deputados usaram a tribuna da Casa e em seus pronunciamentos não economizaram nos ataques ao MP e ao TJ. A reação ocorre um dia após o desembargador Orlando Manso determinar a prisão de toda a Mesa Diretora da Assembleia. Não conseguiu botar nenhum deputado na cadeia, mas acirrou os ânimos entre Judiciário e Legislativo. Tudo começou quando o deputado Marcos Ferreira (PMN) pediu a palavra para criticar o que considera ?pirotecnias de um momento policialesco que mexe com todo o Estado de Alagoas. Isso tem me preocupado muito?, disse e partiu para o ataque à 17ª Vara, que segundo ele foi criada na Assembleia [ao votar favorável ao projeto]. ### Tavares defende atuação do Gecoc Ao saber dos ataques proferidos contra o Ministério Público por deputados durante a sessão de ontem, o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares, saiu em defesa da instituição que comanda e do Gecoc, criado com a finalidade de combater o crime organizado no Estado. Disse que o grupo só age quando é solicitado pelo promotor da comarca, como foi o caso de Olho d?Água das Flores, e afirmou que as prisões no município ocorreram após criteriosa investigação, que durou seis meses. ?O Gecoc funciona como órgão de assessoramento do Ministério Público e trabalha estritamente dentro dos elementos de provas existentes nos autos do processo. Só age quando há solicitação do promotor da comarca. Portanto, sua ação está absolutamente dentro dos limites da legalidade?, disse Eduardo Tavares, ao ressaltar que o ?grupo é composto por três pessoas [promotores] absolutamente abnegadas, vocacionadas para a função ministerial?. ///