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Dono de estaleiro � alvo em den�ncias

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Alagoas foi surpreendida na sexta-feira passada. Às pressas, a imprensa foi convocada pelo governo do Estado. O segredo de dez meses seria revelado, enfim. Em Coruripe, o Estaleiro Ilha S.A. Alagoas (Eisa Alagoas), orçado em R$ 1,5 bilhão, será construído a partir de 2010. Serão 4 mil e 500 empregos diretos. Mas uma informação importante não veio à tona: German Efromovich, boliviano, neto e filho de judeus, radicado no Brasil há quase 50 anos e dono do megaempreendimento, é também o dono do estaleiro Mauá Jurong, investigado na Operação Águas Profundas, da Polícia Federal, em 2007. Pelo menos três diretores do estaleiro de Efromovich já foram denunciados, acusados de envolvimento num esquema de fraudes em licitações da Petrobras. O processo, que investiga ainda outros dois estaleiros, tramita na Justiça Federal do Rio de Janeiro, onde funciona o Mauá Jurong, o mais antigo do Brasil. ### Garantia de participação em licitação Ao se defender na imprensa das acusações contra suas empresas, entre elas, a Marítima, prestadora de serviços no setor de exploração de Petróleo, German Efromovich disse estar sendo vítima de ?pilantragens? dos seus concorrentes. O boliviano de La Paz nega ter negócios com a Angraporto, empresa considerada pivô do suposto esquema investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, na Operação Águas Profundas. Criada para realização de contratos administrativos com a Petrobras, a Angraporto teria recebido informações privilegiadas de funcionários da estatal sobre licitações e repassado para o estaleiro Mauá Jurong. Em troca, além de viagens ao exterior e carros, segundo o Ministério Público Federal, R$ 4 milhões eram repassados para os informantes. ///

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