Política
Justi�a mant�m coliga��o do PPS de Alagoas com o Frent�o
O juiz eleitoral Fernando Tourinho Filho decidiu ontem manter a coligação do PPS de Alagoas com os demais partidos que integram a Frente Popular de Oposição, o Frentão: PRTB, PTB, PPB e PFL, negando, portanto, o pedido que havia sido feito pela direção nacional do partido, de vetar o direito de participar da coligação. Em seu parecer, o juiz alegou que o delegado nacional do PPS, Inácio de Almeida, não tem legitimidade para requerer o cancelamento do partido e sim o próprio presidente, Roberto Freire. Mesmo assim, o pedido teria que ter chegado no TRE/AL dentro do prazo, não depois, como ocorreu. O deputado estadual Gervásio Raimundo (PTB), integrante do Frentão, enfatizou que a decisão foi sensata. ?O juiz foi bastante coerente em sua atitude e colocou fim a uma discussão sem fundamento. Se os diretórios dos partidos aqui no Estado entraram em consenso, isto deve ser respeitado, dentro do princípio democrático?. Outro parlamentar que também comemorou a decisão do magistrado foi Arthur Lyra (PTB). ?Seria estanha a decisão em contrário, afinal, já havia sido decorrido o prazo de contestação. O diretório regional dos partidos têm clareza suficiente para discernir o que é melhor para o seu Estado. A coligação foi formada em comum acordo. Não era justo romper a estrutura montada. Acho que prevaleceu o respeito, a democracia, o senso de responsabilidade. Em política não deve haver espaço para intrigas?, observou. Com a decisão do juiz, ficam mantidas também as candidaturas proporcionais a deputados federal e estadual. Em sua decisão, Fernando Tourinho Filho alegou que o PPS encontra-se com coligação formada e homologada pelo TSE, nos termos da lei, e que a própria coligação é que deve funcionar como um só partido. O magistrado considerou que a manifestação deveria ter sido precedida pelos representantes da Coligação Frente Trabalhista, os quais foram devidamente escolhidos em convenção. O deputado federal Régis Cavalcante (PPS) disse que ?a vontade das elites brasileiras não pode ser imposta aos Estados. O juiz agiu com respeito à democracia. Essa posição foi sensata e equilibrada, pois contribuiu para a manutenção da minha candidatura. Se o PPS não pudesse continuar coligado aos partidos do Frentão eu estaria afastado do pleito, pois seria impossível atingir o coeficiente eleitoral para alcançar a reeleição?, resumiu Régis.