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Audiência pública

Nos EUA, Flávio pede fim de tarifa e aposta em mudança política

Em Washington, senador defendeu Pix e criticou censura e casos de corrupção no Brasil

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Flávio Bolsonaro estava acompanhado do irmão Eduardo
Flávio Bolsonaro estava acompanhado do irmão Eduardo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ontem, em audiência pública do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que o governo de Donald Trump desista da aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Em discurso de quatro minutos e 50 segundos, em inglês, o parlamentar argumentou que o cenário político brasileiro poderá mudar nos próximos 90 dias, com a eleição presidencial, e afirmou que os Estados Unidos terão a oportunidade de negociar com um governo "não antiamericano".

Questionado pela imprensa brasileira após a audiência se defendia apenas o adiamento ou o cancelamento definitivo das tarifas, Flávio respondeu que é favorável ao fim da medida. "Cancelamento. Só quem quer tarifa é o Lula. Não quero tarifas para o Brasil", afirmou.

Diante de uma plateia formada por empresários brasileiros e americanos, representantes de setores produtivos e lobistas, Flávio foi o primeiro inscrito a falar. Segundo ele, as tarifas de 50% impostas pelo governo Trump no ano passado, justificadas por suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro e por decisões do Supremo Tribunal Federal envolvendo plataformas digitais, não produziram os efeitos esperados pela administração americana.

"Os dados de 2025 mostram que essas tarifas não produziram os resultados que os EUA desejavam. Em vez disso, elas foram politicamente exploradas pela administração comunista do Brasil", afirmou o senador, em referência ao governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Flávio também sustentou que a medida acabou favorecendo a aproximação comercial do Brasil com a China.

Ao apresentar seus argumentos, o senador disse que, devido ao tempo limitado, abordaria apenas três temas: censura, corrupção e Pix. Sobre a atuação do STF, afirmou que decisões judiciais teriam restringido a atuação de plataformas digitais americanas. Em relação à corrupção, citou casos como a Operação Lava Jato, a fraude no INSS e o caso Master para associá-los a governos do PT.

Ao defender o Pix, Flávio afirmou que o sistema ampliou a inclusão financeira e beneficiou, inclusive, as empresas de cartões de crédito ao expandir o número de usuários do sistema financeiro.

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