Política
H� muito o que ser feito em Alagoas
Com menos de 40 dias de trabalho, desde sua posse como superintendente da Polícia Federal (PF) em Alagoas, o delegado Amaro Vieira Ferreira confessou que ainda não conheceu totalmente o Estado, nem concluiu o processo de identificação das prioridades de sua missão de combate à criminalidade em Alagoas. Mas demonstrou segurança ao afirmar que o ponto mais forte da atuação da Polícia Federal em Alagoas será o combate à corrupção e ao desvio de recursos públicos. Isso sem falar no combate ao avanço do tráfico de drogas em Alagoas. ?Eu verifico que no Estado de Alagoas há muito trabalho a ser feito. Principalmente no âmbito da corrupção e na questão do controle de desvio de verba pública. E, a priori, me parece que esta vai ser a tônica, vai ser o ponto mais forte da atuação da Polícia Federal aqui na região?, disse o superintendente, antes de explicar como logo chegou à definição da tônica de sua diretriz de trabalho. ### Mesma equipe, mas com métodos diferentes Enquanto a reportagem tentava conhecer um pouco do lado humano do chefe da Polícia Federal (PF) em Alagoas, Amaro Vieira Ferreira fez questão de destacar que tem o compromisso de realizar um trabalho sério, eficaz e de ?não-personalização? de suas ações. A seriedade e a busca pela eficácia transparecem nos momentos em que ele fala de seu antecessor José Pinto de Luna, e do delegado Janderlyer Gomes, que ganharam notoriedade ao conduzirem a Operação Taturana, que apurou desvio de recursos na Assembleia Legislativa de Alagoas. *** Gazeta ? O senhor já definiu sua equipe de trabalho? Amaro Vieira Ferreira ? A equipe já está definida. Ela não muda muito. Então, praticamente, eu vou trabalhar com a mesma equipe. O que nós vamos mudar são os métodos de trabalho. E relativo aos métodos de trabalho e aos trabalhos em curso, eu entendo que eu não posso comentar, porque é uma estratégia de investigação. Então eu não lhe darei muitas respostas neste campo. O delegado Janderlyer Gomes fica na sua equipe? O Janderlyer continua na equipe. Na verdade, permanece coordenando a equipe de trabalho. Então muda o papel dele no trabalho da PF em Alagoas? Ele passa a coordenar a equipe de trabalho. E o que eu posso dizer é que o Janderlyer foi colocado em uma posição de destaque. Ele trabalhava praticamente isolado e agora coordena uma equipe de trabalho. ### Sem comentários e exposição pública Em sua última função na Polícia Federal (PF) em Brasília, o superintendente Amaro Vieira Ferreira foi coordenador de disciplina da Corregedoria Geral da PF e ficou conhecido pela atuação nas investigações sobre a conduta do delegado Protógenes Queiroz no âmbito do inquérito da Operação Satiagraha. Sua investigação concluiu que Protógenes teria feito uma ?intervenção espúria? de espiões da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na investigação. E o indiciou por quebra de sigilo funcional e violação da lei de interceptação telefônica. Essa mesma rigidez de conduta será cobrada de seus comandados na Superintendência da PF em Alagoas. O que, conforme as próprias palavras de Amaro Ferreira significa: ?Comentário zero de operação em curso? e ?nenhuma exposição dos investigados?. *** Gazeta ? Já houve reações do Judiciário a respeito de nomes exóticos que são dados às operações da Polícia Federal. Na opinião do senhor há exageros? Amaro Vieira Ferreira ? Não concordo que haja qualquer exagero. É apenas uma maneira de identificar as operações. E não vejo qualquer inconveniente. Porém, eu não concordo e não vou admitir a exposição de qualquer pessoa nas ações realizadas pela Polícia Federal em Alagoas. O que seria esta exposição? Eu quero preservar todos os direitos do investigado. Então é a não-exposição de nomes, fotografias. Enfim, a não-exposição e a garantia da privacidade e da intimidade, inclusive, dos investigados. Comentário zero de operação em curso. ///