Eleições 2026
Formação de chapas projeta disputa acirrada em AL por vagas na Câmara
Partidos estruturam listas com nomes experientes, políticos com mandato e lideranças regionais
A formação das chapas proporcionais para deputado federal em Alagoas nas eleições de 2026 revela um cenário altamente competitivo, marcado pela presença de nomes com forte densidade eleitoral, estrutura partidária consolidada e influência regional. Partidos têm apostado em nominatas amplas e estratégicas, reunindo desde parlamentares em exercício até lideranças emergentes e herdeiros de grupos políticos tradicionais.
Com uma chapa considerada robusta, a federação União Progressista reúne deputados federais com mandato — Delegado Fábio Costa, Marx Beltrão, Daniel Barbosa e Nivaldo Albuquerque —, o que garante uma base inicial sólida de votos. Além deles, Álvaro Lira, filho do deputado Arthur Lira, amplia o peso político da chapa.
A presença de Olívia Tenório, com atuação destacada no Legislativo da capital, e de Gunnar Nunes, ligado a um segmento religioso com forte capacidade de mobilização, reforça a capilaridade eleitoral. Já Mosabelle Ribeiro agrega votos no interior após desempenho expressivo em Palmeira dos Índios. Nesse contexto, analistas projetam que a federação pode alcançar até quatro cadeiras e ainda disputar uma quinta, dependendo do desempenho global da chapa.
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O MDB aposta em uma nominata que combina experiência administrativa e atuação parlamentar. Os deputados federais Isnaldo Bulhões e Rafael Brito entram como nomes centrais, com forte presença institucional em Brasília. Ao lado deles, aparecem figuras com histórico consolidado no Executivo municipal, como os ex-prefeitos Renato Filho (Pilar) e Gilberto Gonçalves (Rio Largo), que carregam bases eleitorais estruturadas.
A chapa ainda inclui quadros experientes como Tereza Nelma, Cristiano Matheus e Fátima Santiago. A expectativa interna é de que o MDB conquiste ao menos duas vagas.
No PSD, a estratégia é reunir nomes com forte presença territorial e conexões políticas diversificadas. O partido conta com o deputado federal Luciano Amaral como principal referência, além de Rui Palmeira, ex-prefeito da capital por dois mandatos.
A chapa também inclui Júlio Cezar, com forte influência no interior — especialmente em Palmeira dos Índios —, e Davi Maia, que agrega experiência legislativa e no Executivo. Entre os nomes femininos, destacam-se Rute Nezinho (vice-prefeita de Arapiraca), Samyra do Basto (esposa do prefeito de Junqueiro, Leandro Silva), Thais Canuto (filha do ex-deputado Carlos Alberto Canuto) e Silvania Barbosa (1ª vice-presidente da Câmara de Maceió). A avaliação de especialistas é de que o PSD tem potencial para eleger até dois deputados.
O PSDB, por sua vez, aposta na força de puxadores de votos para alcançar o quociente eleitoral. Entre os principais quadros estão os vereadores por Maceió Chico Filho, Eduardo Canuto e Kelmann Vieira, além do ex-deputado estadual e ex-prefeito de Girau do Ponciano, Gilvan Barros. A nominata também inclui a ex-primeira-dama de Penedo Ivana Toledo, o empresário Gustavo Lima e o suplente de vereador por Maceió Neto Andrade. O grande trunfo, no entanto, é Marina JHC, esposa do pré-candidato ao governo JHC (PSDB), apontada como potencial puxadora de votos.
Outras forças políticas também marcam presença no tabuleiro, ainda que com menor densidade eleitoral. A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) deve concentrar sua estratégia no nome de Paulão. Já o PL aposta em nomes como Henrique Costa, Flávio Moreno e Coronel Do Valle.
Apesar de as projeções indicarem um cenário relativamente definido — com a União Progressista podendo eleger quatro deputados e disputar a quinta vaga, MDB e PSD com duas cadeiras cada e PSDB com uma —, o resultado final ainda é considerado imprevisível.
O sistema proporcional, aliado a fatores como desempenho individual, transferência de votos, alianças informais e engajamento de bases específicas, pode alterar significativamente o quadro.