Saúde
Renan Filho propõe construção de 80 clínicas em Maceió
Segundo candidato, unidades ofereceriam atendimento médico básico para reduzir pressão sobre as UPAs
O candidato ao governo de Alagoas pelo MDB, Renan Filho, criticou ontem a compra do Hospital da Cidade pela Prefeitura de Maceió por R$ 266 milhões e questionou o funcionamento da unidade, adquirida com recursos pagos pela Braskem. Em entrevista a uma emissora de rádio da capital, ele afirmou que parte da estrutura ainda não estaria em operação e comparou o investimento municipal aos recursos aplicados na construção de hospitais durante seus dois mandatos como governador.
“Uma coisa é a gente construir oito grandes hospitais. E outra coisa completamente diferente é você comprar um hospital por R$ 266 milhões, que está inacabado”, afirmou.
Renan também contestou a informação de que o Hospital da Cidade seria o equipamento que mais realiza cirurgias em Alagoas. Como contraponto, citou procedimentos ortopédicos e partos realizados pela rede estadual e defendeu que o debate eleitoral seja baseado em números e resultados.
Na área da saúde, o candidato afirmou que pretende estabelecer uma atuação conjunta entre Estado e Prefeitura de Maceió. Uma das principais propostas é a implantação de 80 clínicas da família na capital, ao ritmo de 20 unidades por ano.
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As unidades, segundo Renan, ofereceriam atendimento médico básico e linhas de cuidado específicas, incluindo acompanhamento materno-infantil, pré-natal, ultrassonografia e exames de imagem, como raio-X. A proposta, disse, também busca reduzir a pressão sobre Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais.
“O que não dá é para o cidadão precisar acordar às 3 da manhã para ir buscar uma ficha na porta de um posto de saúde, porque isso é inaceitável”, afirmou.
Renan também defendeu a ampliação da rede de atendimento especializado, com a construção de um hospital voltado ao tratamento do câncer e de novos Hospitais da Mulher em Arapiraca e Atalaia.
Ao citar os hospitais construídos durante seus governos, o candidato mencionou a estratégia adotada durante a pandemia de Covid-19. Segundo ele, enquanto outros Estados desmontaram hospitais de campanha após a emergência sanitária, Alagoas optou pela construção de unidades permanentes.