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Pa�s ter� que investir nos mais velhos

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Brasília - Oficinas gastronômicas, trabalhos estudantis, mostras de filmes, feira de livros, teatro, música, dança, conferências e debates. De tudo um pouco foi possível ver no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, que ocorreu entre segunda e sexta-feira passadas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Foram mais de 15 mil pessoas de 16 países. Alagoanos estavam lá desde o primeiro dia. Do Estado, ônibus e microônibus partiram para a capital federal com cerca de 90 pessoas, entre estudantes, funcionários e servidores do Instituto Federal de Alagoas. Durante a semana, numa das conferências mais concorridas, estava à mesa o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, que ao lado do secretário nacional de Educação Profissional e Tecnológica, Eliezer Pacheco, e do economista português Joaquim Azevedo, projetou um cenário socioeconômico e cultural do Brasil para daqui a três décadas, levando em consideração as mudanças históricas na forma de produção no País, consequência das constantes transformações sociais. * A repórter viajou a convite da organização do evento. ### Teólogo defende reconstrução do mundo Em nenhum outro dia o auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães ficou tão lotado. Ninguém arriscou perder a palestra do filósofo e teólogo Leonardo Boff, proferida na manhã da última quarta-feira no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica. Vestindo branco, ele dedicou boa parte do tempo alertando aos presentes para a reconstrução de um novo mundo, com menos degradação ambiental em todo planeta. ?Estamos numa situação crítica da humanidade, que nos obriga a redefinir toda a nossa forma de viver?. Para ele, a educação do futuro tem que ser pautada em um novo modelo econômico. Leonardo Boff começou seu discurso citando a Carta da Terra, aprovada pela Unesco em 2000, após oito anos de discussões em todos os continentes. ### Reconhecimento a um revolucionário Brasília - Um dos momentos mais emocionantes do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica ocorreu no penúltimo dia da programação, quinta-feira passada. Foi quando a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, representando o Estado brasileiro, pediu formalmente perdão à família do educador pernambucano Paulo Freire pelos danos causados a ele durante a ditadura militar. Ele foi preso, demitido do serviço público e exilado. Passou 16 anos peregrinando por países, proibido de colocar os pés na sua pátria. ### Pedido de perdão ao povo brasileiro Brasília - O presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão Pires Júnior reconheceu que o crime praticado pelo governo não foi apenas contra Paulo Freire, ?mas contra todos os analfabetos que ainda existem no Brasil. Foi uma perseguição ao povo brasileiro?, afirmou ele, dizendo que nos 16 anos de exílio e até depois dele, o educador pernambucano foi monitorado pelos militares. ?Esse pedido de perdão se estende a cada brasileiro que, ainda hoje, não sabe ler sua própria língua?, disse o relator do processo, Edson Pistori. Além do pedido formal e público de perdão, o Estado brasileiro indenizará Ana Maria Araújo Freire em R$ 100 mil, valor máximo para reparações por meio da anistia. ///

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